Metroviários adiam greve, mas ferroviários param

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Publicado quarta-feira, 1 de junho de 2011 as 11:35, por: cdb

Apesar de não ter consenso entre os sindicatos, duas linhas da CPTM foram paralisadas nesta quarta-feira (1º)

 

01/06/2011

 

da Redação

 

Nesta quarta-feira (1º), parte dos ferroviários da região metropolitana de São Paulo entraram em greve. Duas linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) estão paralisadas – 11-Coral e 12-Safira – e outras duas operam parcialmente – 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Os ferroviários reivindicam reposição salarial com base no período de janeiro de 2010 a fevereiro de 2011, de 8,71% (de acordo com o IPC/Fipe), aumento real de 5%, implantação de novo plano de carreira e reajuste no vale-refeição. A CPTM, no entanto, em audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nesta terça-feira (31) ofereceu reajuste de 3,07% referente aos meses de janeiro e fevereiro deste ano e 1,3% de aumento real.

Toda a categoria rejeitou a proposta apresentada pela companhia. No entanto, somente dois sindicatos mantiveram a paralisação: Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana (STEFZS), que representa os ferroviários das linhas 8-Diamante – da estação Júlio Prestes a Itapevi – e 9-Esmeralda –de Osasco a Grajaú; e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, no qual estão filiados os trabalhadores das linhas 11-Coral – da estação Luz a Estudantes, em Mogi das Cruzes – e 12-Safira – da estação Brás a Calmon Viana, em Poá.

No caso da linha 11-Coral, os trens não estão circulando entre a estação Guaianazes até Estudantes. Já no trecho Expresso da linha – da estação Guaianazes à Luz – os trens operam com normalidade.

Os demais ferroviários optaram por manter o estado de greve, mas sem paralisar suas atividades.

 

Metroviários

A mesma conduta foi tomada pelos trabalhadores da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). Em assembleia, os metroviários rejeitaram a proposta do Metrô, mas suspenderam a greve e agendaram nova assembleia para esta quinta-feira (02). Segundo informou o Sindicato dos Metroviários de São Paulo (Metroviários-SP), “o objetivo é aumentar a mobilização em busca de uma proposta melhor”.

O único item da reivindicação dos metroviários aceito pela companhia foi a licença-maternidade de seis meses. Nos demais itens, a proposta apresentada pelo Metrô foi inferior à reivindicação dos trabalhadores. A companhia propôs o reajuste salarial de 6,39%, contra os 10,79% defendido pelos metroviários. Além disso, ofertou aumento no vale-refeição de 6,39%, vale-alimentação de R$ 150,00, e reajuste de 10% no valor da Participação nos Resultados (PR). Sendo que os trabalhadores pedem vale-refeição de 13,9%; vale-alimentação de R$ 311,09 e PR igualitária.

Os metroviários alegam que não procede o argumento do governo do estado de que não há recursos para atender a todas as reivindicações da categoria. De acordo com informativo elaborado pelo Metroviários-SP, entre 2004 e 2010 houve aumento de 127,1% nas arrecadações de impostos no estado, enquanto a inflação do período foi de 39,59%, conforme o IPC/Fipe.

Os metroviários alertam também que, se os reajustes das passagens seguissem a inflação do período de 1995 a 2011, hoje o valor da tarifa do metrô deveria ser de R$ 1,84, e não de R$ 2,90.

O TRT da 2ª Região chegou a determinar que, em caso de greve dos metroviários da capital paulista, 90% das operações fossem mantidas nos horários de pico – 5h às 10h e 16h às 20h. No restante do dia, a liminar estipulava que deveriam ser asseguradas 70% das atividades.

 

Ônibus

Os trabalhadores das empresas de ônibus de sete cidades da região do Grande ABC, em São Paulo, também iniciaram greve nesta quarta-feira. Segundo o Sindicato dos Rodoviários do Grande ABC, o início da paralisação tem 100% de adesão dos trabalhadores, que reivindicam 15% de aumento salarial e no vale-refeição.

No entanto, motoristas e cobradores de cinco cidades já retornaram ao trabalho, permanecendo a paralisação apenas em Mauá e São Caetano do Sul.