Menores fogem da unidade de Santos da Fundação Casa

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Publicado terça-feira, 13 de outubro de 2015 as 10:31, por: cdb

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Quarenta e dois internos da unidade de Santos da Fundação Casa fugiram na noite de segunda. De acordo com nota da entidade, o local abrigava 64 pessoas. Até por volta das 9h30 desta terça-feira, nenhum dos fugitivos havia sido recapturado. A Polícia Militar fez buscas na região.

O comunicado informa ainda que não havia superlotação e que foi aberta sindicância para apurar mais essa fuga. Os menores que retornarem à unidade ficam sujeitos às sanções disciplinares aplicadas por uma Comissão de Avaliação Disciplinar. A Fundação Casa informou também que o Judiciário e os familiares dos adolescentes estão sendo informados do ocorrido.

O comunicado informa ainda que não havia superlotação e que foi aberta sindicância para apurar mais essa fuga
O comunicado informa ainda que não havia superlotação e que foi aberta sindicância para apurar mais essa fuga

A série de fugas nas unidades vem sendo registrada desde o mês passado. Na última sexta-feira, quatro servidores da unidade de Pirituba, Zona Norte da cidade de São Paulo, foram feitos reféns em rebelião que durou mais de cinco horas. Eles foram liberados sem ferimentos.

Até sexta-feira, haviam sido registradas seis fugas das unidades desde setembro. No total, 174 internos fugiram e 32 foram recapturados.

Fundação Casa de Lorena

Quatro adolescentes em conflito com a lei que tinham fugido no dia 4 de outubro da Fundação Casa foram reconduzidos à unidade de Lorena, município do Vale do Paraíba a cerca de 182 quilômetros da cidade de São Paulo. Até o começo da tarde do dia seguinte, já tinham sido recapturados 18 do total de 39 fugitivos.

Em setembro, 33 jovens infratores escaparam da unidade de Guaianazes, na zona Leste. Com as demais ocorrências que atingiram as unidades Encosta Norte, Vila Conceição, Novo Horizonte, Ferraz de Vasconcelos I e Guarulhos, o número de fugitivos somou 132, dos quais apenas 32 foram recapturados.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança e ao Adolescente (Sitraemfa), João Faustino, disse que as unidades da zona leste estão com carência de vigilantes, já que a empresa terceirizada que fazia o tipo de serviço entrou em falência.

No entanto, Faustino associa as constantes fugas ao baixo número de servidores destacados para atender os jovens. Pelas suas contas, cabe a cada quatro servidores zelar de 60 jovens. “A vigilância só cuida do patrimônio. Quem cuida dos adolescentes somos nós”, disse o líder sindical.

Segundo Faustino, mensalmente, mais de mil servidores são afastados por questões de saúde, como as situações de estresse que enfrentam no dia a dia com esse tipo de atividade. “Constantemente, somos ameaçados por internos.”

Ele disse que o sindicato está preparando um dossiê com as ocorrências e a situação de vulnerabilidade dos servidores para encaminhar aos órgãos de segurança. Em meio a tudo isso, o Sitraemfa está atuando para reduzir a jornada para 30 horas semanais.

Em nota, a Fundação Casa informou que alguns centros socioeducativos ficaram sem o serviço de vigilância patrimonial pelo descumprimento contratual da empresa terceirizada de segurança Aviseg, um problema que vem sendo enfrentado desde o começo de maio. Mas, por questão de segurança, os números de funcionários e centros afetados não são divulgados, diz o comunicado.

– O serviço que era prestado pelos vigias da empresa terceirizada está sendo realizado por servidores da Fundação Casa, em regime de hora extra, esclarece a fundação. De acordo com a nota, o número de adolescentes por funcionário é definido de acordo com a previsão adequada de jovens que podem ser atendidos por servidores.