Mel Gibson rebate críticas ao seu novo filme

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Publicado sexta-feira, 13 de junho de 2003 as 22:15, por: cdb

O ator, produtor e diretor Mel Gibson respondeu às críticas negativas sobre seu último filme, A paixão, garantindo que sua versão das últimas horas da vida de Cristo não tem nada de anti-semita.

– A paixão é um filme que quer inspirar, não ofender – declarou Gibson na revista de Hollywood Variety em sua primeira resposta oficial às duras críticas que está recebendo de grupos judeus e católicos.

Os primeiros temem que sua visão da crucifacação de Jesus Cristo volte a abrir feridas fechadas há séculos pelo Vaticano, enquanto os católicos estão preocupados com as possíveis heresias contidas no roteiro que Gibson afirma ser a verdadeira versão do que ocorreu com Jesus.

O filme, rodado na Itália e com estréia prevista para o ano que vem, é um sonho pessoal do ator, produzido por sua própria companhia, a Icon Films, por um valor de 25 milhões de dólares e falado em línguas mortas como o arameu e o latim.

Mas tendo em vista que o ator deseja a distribuição do filme sem legendas, por enquanto a estréia comercial não está garantida. Em A paixão, os atores Jim Caviezel e Monica Bellucci são dirigidos por Gibson.

– Minha intenção ao levar esta história para as tela é de criar uma obra de arte duradoura que gere um debate sério entre um público de diferentes crenças (ou de nenhuma) com conhecimento diverso da trama – diz na publicação.

A polêmica começou com a publicação no jornal The New York Times de um artigo que destacava as posições religiosas do pai do ator, Hutton Gibson, que não se aproxima do catolicismo e expressa dúvidas sobre o Holocausto judeu.

O temor de ambos os grupos religiosos é que Mel Gibson possa expressar este mesmo tipo de idéias em seu filme, abrindo assim uma controvérsia ainda mais ampla.

– Não odeio ninguém, muito menos os judeus. O anti-semitismo não é apenas contrário às minhas crenças pessoais, mas também à mensagem apresentada pelo meu filme – ressaltou o ator que ganhou o Oscar de melhor diretor por Coração Valente.