Megaoperação de limpeza já começou

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Publicado quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 as 13:20, por: cdb

Qua, 29 de Fevereiro de 2012 15:04Bairros afetados recebem as equipes de limpeza da Prefeitura, Governo e Exército Brasileiro
Edmilson Ferreira

O comitê coordenador da operação de limpeza e reconstrução das áreas afetadas pela cheia do rio Acre em Rio Branco  reuniu-se nesta quarta-feira, 29, para ampliar o planejamento da ´operação de guerra´ deflagrada para limpar essas regiões no mais curto espaço de tempo possível. Essa operação, anunciada na última segunda-feira pelo prefeito Raimundo Angelim, está mobilizando  500 homens e 280 máquinas e equipamentos  para, inicialmente, atender  bairros que sofreram refluxo dos igarapés, como os  da Baixada da Sobral.Assim sendo, trinta equipes já estão em todas as regionais da capital se mobilizando para a operação. Na manhã desta quarta-feira já eram visíveis os sinais de recuperação de bairros como Glória, na Baixada da Sobral, Palheiral, Habitasa e Baixada da Habitasa –e onde a água vai baixando e possibilitando a ação das equipes os trabalhos vão se intensificando.As ações estão sendo  coordenadas pelo prefeito Angelim  e  pelo diretor-presidente do Deracre e coordenador do  Comitê do Programa Ruas do Povo, Marcus Alexandre,  em parceria com várias instituições.  O observação que se faz é que depois da limpeza começa um outro trabalho, que é a recuperação das vias e espaços públicos.Depois da limpeza começam os trabalhos de recuperação de  unidades de saúde, escolas e sedes de organismos públicos  localizados nos bairros alagados.  Paralelamente a isso, haverá  recuperação de pontes, calçadas e demais espaços afetados.

Coordenador do Ruas do Povo  pede paciência porque todos serão atendidosO volume de água no rio Acre diminuiu nas últimas horas mas a Defesa Civil pede cautela: no histórico da cheia de 1997 –já superada pela de 2012 –ocorreram outros picos de alagação quando se avaliava que as águas fossem vazar.  A Defesa Civil já alertou para a possibilidade de desmoronamentos, conforme aconteceu em Brasiléia e Assis Brasil. Ontem (28) o prefeito Angelim criou um grupo especial para avaliar regiões que correm esse risco. “O momento é de paciência de parte dos moradores. Os serviços vão chegar às ruas de todos os bairros atingidos”, disse Marcus Alexandre,  que atua como vice-coordenador.A megaoperação foi planejada por membros do Governo do Estado e da Prefeitura de Rio Branco com participação de oficiais do Exército Brasileiro. A reunião desta quarta contou com as presenças de dois oficiais (capitão Lucídio e capitão Kosciureski) do 4º BIS e 7º BEC, que participam das ações  com homens e máquinas.O Exército deverá ajudar na limpeza do bairro do Taquari conjunto com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem do Acre.

Rastro de sujeira, destruição e prejuízosÀ medida em que as águas vão recuando é possível ver  o rastro de destruição deixado pela alagação. Na Estrada da Sobral, homens da Semsur trabalham de modo incessante para dar conta do serviço de remoção do lamaçal de terra e areia que tomou conta da via com o transbordamento de um igarapé.  
No final da avenida Ceará, a distribuidora Denwesley sofreu com os impactos da cheia. À frente da loja, homens da Semsur limpam a cabeceira da 4ª Ponte, na região da Baixada da Habitasa. “Perdi muito dinheiro. A situação é complicada”, disse Denilson Alves, dono da distribuidora.

Presença de máquinas e trabalhadores anima populaçãoNo bairro da Glória, a presença das equipes anima os moradores, que buscam informação sobre o calendário de serviços. Os trabalhadores usam escovões e jatos de água para limpar ruas e calçadas. “Estamos numa operação gigantesca atendendo a determinação do prefeito Angelim de realizar a limpeza o mais rápido possível”, disse Cezário Braga.Na Baixada da Habitasa, nada menos que dez ruas estão sendo limpas e há equipes da Semsur à postos para dar sequência aos trabalhos tão logo as ruas alagadas estejam em condições de tráfego.  Nas ruas onde o acesso é complicado, o trabalho será manual.

Em 1997, ano da segunda maior alagação de Rio Branco,  o comerciante Francisco Rodrigues teve a idéia de resgatar alevinos levados aos canais devido à enchente do rio Acre. Em 2012, a grande enchente repetiu o fenômeno e Francisco resgatou nada menos que 3.000 alevinos de Curimatã, Pirarucu,  Tilápia,  Piaba, Surubim e Tambuatá nos canais do bairro da Habitasa.  “A gente usa peneira para fazer isso”, disse Francisco, que conta com a ajuda de Antonio Oliveira da Costa para realizar o trabalho. Os alevinos são levados para uma piscina na casa de Antonio. Sua idéia é garantir a sobrevivência dos filhotes levando-os para um açude.