Matemática, física e carnaval fora de hora são os vilões da 1ª fase da Fuvest

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Publicado segunda-feira, 1 de dezembro de 2003 as 01:08, por: cdb

As questões de física e matemática foram as vilãs do exame da primeira fase da Fuvest, segundo alunos que fizeram a prova na Cidade Universitária.
 
– Humanas estava bem fácil e biologia estava razoável – disse Cristina Van Wanrooij, que disputa uma vaga em Filosofia.

Para Bruno Gasparotto, de 23 anos, a prova de biologia foi a mais fácil.

Na região da Paulista, um obstáculo imprevisto: um carnaval fora de hora atrapalhou os vestibulandos que faziam a prova.
 
– A prova já estava difícil e a música complicou tudo. Foi uma falta de organização e de respeito com a gente – disse a aluna Juliana Nucci, de 17 anos, que fez a prova no Colégio São Luiz.

Segundo a Fuvest, cerca de 4 mil alunos fariam o vestibular nos colégios São Luiz e Dante Alighieri, perto da festa. Havia ainda outros locais de prova no Paraíso e na Vila Mariana, cujo trajeto também passaria pela Paulista. A Fuvest informou que não foi avisada do evento e por isso não pôde alertar os vestibulandos.
 
O evento, chamado de Carna Voluntário, foi organizado pela ONG Canto Cidadão para comemorar o Dia Internacional do Voluntariado.

A aglomeração começou 30 minutos antes do início do vestibular e interditou o trecho entre a Alameda Ministro Rocha Azevedo e a Rua Augusta.
 
– Conversamos com a CET e eles nos disseram para fazer às 12h30 para não atrapalhar a entrada dos vestibulandos –  diz Roberto Ravagnani, diretor da Canto Cidadão.

– Não poderiam ter escolhido um horário pior – afirmou Roberto Costa, da direção da Fuvest.
De acordo com a prefeitura, o encontro – que reuniu 5 mil pessoas, segundo os organizadores, em volta de um trio elétrico – não foi autorizado.
 
– Eles fizeram à revelia. Pedimos reforço policial e evitamos que ocupassem os dois sentidos da avenida – disse Luis Polli, encarregado de operações da CET.

Além da festa, um problema na rede elétrica na linha que liga Franco da Rocha a São Paulo, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), dificultou a chegada à Estação Barra Funda. Diego Magro, de 18 anos, só conseguiu chegar ao local de prova 20 minutos depois do fechamento dos portões.
 
– Dependo do transporte público e fui punido por isso – disse.

Em Sorocaba, pais de estudantes reclamavam da concentração das provas em um único lugar, o campus da Universidade de Sorocaba (Uniso), no km 92 da Rodovia Raposo Tavares. Houve congestionamento na entrada dos alunos em razão do grande afluxo de veículos. A Polícia Rodoviária colocou viaturas no local para orientar o trânsito.

O estudante Rodrigo Paes de Souza, de Itapeva, confundiu o local das provas e só chegou depois que os portões tinham fechado. A estudante Bianca Prado foi uma das primeiras a concluir o exame. Ela considerou difíceis as questões de física. Bianca já prestou vestibular na Unicamp e considerou o da Fuvest mais complicado.

O coordenador do vestibular, Carlos Cuguinasca, considrou que as provas decorreram dentro da normalidade. Segundo ele, as reclamações sobre a dificuldade de acesso não são procedentes, pois a entrada do campus tem pista dupla.