Marin, ex-CBF, pode pegar 20 anos

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Publicado quarta-feira, 27 de maio de 2015 as 14:50, por: cdb
Ex-presidente da CBF pode pegar 20 anos de prisão
Ex-presidente da CBF pode pegar 20 anos de prisão

Ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, herdeiro de Havelange e Ricardo Teixeira, está preso em Zurique com seis outros dirigentes da FIFA, apanhados pela polícia suíça no hotel Baur au Lac, onde estavam alojados para votar, na sexta-feira, para a presidência da entidade, sendo favorito para um quinto mandato o suíço Joseph Sepp Blatter.

Acusado de corrupção pela juiza Loretta Linch, de Nova Iorque, Marin foi indiciado junto com outras 13 pessoas ligadas à FIFA, entre elas mais dois brasileiros: José Margulies e J. Hawilla. Todos correm o risco de serem condenados a 20 anos de prisão por corrupção.

Numa espetacular operação policial suíça a pedido da justiça americana foram presos, nesta manhã, sete dirigentes da FIFA, em Zurique. Entre eles, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, responsável pela organização do último Campeonato do Mundo no Brasil. Todos deverãos ser extraditados e julgados nos Estados Unidos.

São dois os procedimentos jurídicos nas prisões e no sequestro de documentos e computadores na FIFA: um procedimento suíço sobre irregularidades nas escolhas das sedes para os Campeonatos do Mundo de 2018 e 2022, na Rússia e Qatar; e outro americano sobre fraudes e nos direitos de divulgação, comercialização e patrocínio nas competições da FIFA nas Américas. Neste estão indiciadas 14 pessoas, sete presas em Zurique.

Já houve o bloqueio das contas bancárias dos indiciados e das empresas ligadas à FIFA. O presidente da FIFA, Sepp Blatter se diz confiante, mas os jornais publicam que não se arriscará a sair da Suíça e muito menos ir aos Estados Unidos.

Os dirigentes presos viajaram a Zurique para votar, na sexta-feira, quando Sepp Blatter teria garantida sua reeleição e quinto mandato.

Essa surpreendente prisão de responsáveis da FIFA não provocará adiamento da votação na FIFA afirmou à imprensa seu portavoz.

<b>Rui Martins</b>, correspondente na Suíça