Marco Maia reconhece crise entre governo e aliados, mas diz que culpa não é do PT

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Publicado sexta-feira, 9 de março de 2012 as 14:17, por: cdb

Marco Maia reconhece crise entre governo e aliados, mas diz que culpa não é do PT

Presidente da Câmara dos Deputados considera legítima a contribuição dos partidos aliados nas decisões tomadas

Por: Marcos Chagas, da Agência Brasil

Publicado em 09/03/2012, 16:49

Última atualização às 16:59

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Brasília – O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), disse que o governo reconhece que há problemas de relacionamento com a base aliada, a maior parte de ordem política. Os partidos integrantes da aliança que ajudou a eleger Dilma Rousseff em 2010 reivindicam participação maior nas decisões de governo. “A relação com o governo é boa e respeitosa. Temos sido atendidos nas demandas apresentadas, mas afirmo que é legítimo que os partidos que contribuíram na campanha possam participar nas decisões tomadas. Isso é legítimo”, enfatizou.

Marco Maia disse que o PT não pode ser culpado pelos partidos aliados pela falta de rapidez na liberação de recursos para atender a emendas parlamentares ou pela pouca representatividade de algumas agremiações na Esplanada dos Ministérios, em cargos de segundo escalão.

O deputado lembrou que o PT perdeu o Ministério da Pesca e o comando da Petrobras, em nome de uma recomposição das forças aliadas do governo. “É natural que a presidenta precise compor sua aliança política no Congresso”, justificou.

Código Florestal

Maia disse que avaliará, no início da próxima semana, com os líderes partidários se há clima político para votar terça-feira (13) o Projeto de Lei do Código Florestal, como está previsto. Maia reconheceu que “o clima é tenso”.

Para ele, é perfeitamente factível que deputados alterem parte da proposta aprovada no Senado, que tem a preferência do governo em comparação com o projeto de lei aprovado inicialmente pela Câmara. “Não haverá impedimento por parte do PMDB ou de qualquer outro partido da base para votar o código e promover alterações”, destacou o presidente.

Segundo Maia, não há margem para construção de um novo texto de consenso, pois os deputados tendem a manter a proposta do Senado ou a restituir em parte, ou integralmente, o projeto inicialmente aprovado pela Câmara. “Não há qualquer proposta nova.”