Marchas por defesa e rechaço do projeto de governo acontecem no país

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Publicado quinta-feira, 8 de março de 2012 as 15:59, por: cdb

Em meio àcelebração do Dia Internacional da Mulher, começará hoje uma luta de setores dopovo equatoriano que se mobilizarão em marchas que se encontrarão pela defesa ourejeição da Revolução Cidadã. A pesar de uma aparente normalidade, que nãoimpediu aos fanáticos do futebol de celebrar o triunfo da equipe local DeportivoQuito, no estádio Atahualpa, contra o argentino Vélez Sarsfield, ninguémsubestima o que se denunciou como tentativa desestabilizadora.

O Governo esperanesta quinta-feira uma multitudinária concentração na capitalina Praça daIndependência e os simpatizantes do governante Movimento PAIS se mobilizam emtodo o território nacional, enquanto uma marcha indígena opositora começará naprovíncia Zamora Chinchipe.

A marcha convocadapela Confederação de Nacionalidade Indígenas do Equador (Conaie) recorrerávárias províncias até chegar a Quito em 22 de março próximo, e ainda que seusdirigentes tenham negado, setores de direita e extrema direita lhes brindaramapoio.

O lema da marchaindígena “em defesa da água e da terra” e em rechaço à política mineira,impulsionada pelo Governo do presidente Rafael Correa, chega com declarações dedirigentes opositores que chamam claramente a destituir a administração do país.

Para a ministracoordenadora da Política, Betty Tola, é significativo que se juntem na marchaindígena “a água e o óleo”, ao referir-se a setores opositores em permanenteconspiração contra o Governo e ao respaldo de uma forte campanha de manipulaçãomidiática.

Tivemos um momentocrítico em 30 de setembro de 2010 (em que se registrou uma tentativa de golpede Estado) e creio que setores do poder estão permanentemente à espera de ummomento em que se possa voltar a gerar desestabilização, sublinhou Tola porEcuadorinmediato Radio.

Humberto Cholango,presidente da Conaie, assegurou que não existe nenhum afã golpista e rechaçouqualquer tentativa da direita oligárquica de reacomodar-se para aproveitar etentar destituir ao governo, o que contradiz em suas declarações outrosdirigentes opositores.

“Se eles são quatromil, nós seremos 40 mil”, disse no sábado passado o presidente Correa, ao pedira seus simpatizantes para continuar mobilizados até o próximo 22 de março emuma vigília permanente e pacífica pela democracia, e a estar alerta anteprovocações.

Os protestosindígenas tiveram um papel protagônico durante os derrocamentos dos mandatáriosAbdalá Bucaram (1997) e Jamil Mahuad (2000), mas a queda de Lucio Gutiérrez em2005 pelo movimento popular de “Los forajidos” foi um golpe para suasestruturas.

Segundo o critériode acadêmicos e estudiosos nacionais, o movimento indígena se encontra divididoe não constitui por si só uma ameaça séria contra o Governo, mas sublinham ointeresse da oposição em debilitá-lo com vistas às eleições de 2013 em que sedá por certa sua vitória.

Pelo contrário, amobilização convocada por Correa e uma agressiva campanha de informaçãogovernamental sobre os avanços em temas sensíveis para a população como oprogresso econômico, a diminuição da pobreza, e a mineração responsável,reforçam o apoio popular a sua gestão.

Os próximos 15 diasserão um termômetro do respaldo nacional a Correa e à Revolução Cidadã, frentea uma oposição dividida e acéfala, empenhada em criar incidentes violentos queimpeçam encontrar canais de diálogo com setores sociais e agudizem as tensões.

A captura pela políciade grupos conspirativos e a desarticulação de um complô, no qual supostamenteestavam envolvidos alguns militares em serviço passivo, demonstram as denúnciasdo Executivo e justificam o chamado ao povo a mobilizar-se em defesa de seuprocesso de mudança.

Anotícia é da Prensa Latina, por Pedro Rioseco.