Marcha pela Paz acontece neste sábado em SP

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Publicado sábado, 15 de março de 2003 as 10:52, por: cdb

Este sábado é dia de Marcha pela Paz em São Paulo. Entidades sindicais e de defesa dos Direitos Humanos prometem reunir 50 mil pessoas na avenida Paulista e marchar para o parque do Ibirapuera para pressionar os Estados Unidos a não declararem guerra ao Iraque.

Se a guerra até agora não ocorreu é porque houve protestos e uma resistência enorme em muitos países”, afirmou João Felicio, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Nivaldo Santana, deputado federal e membro da direção nacional do PCdoB, concorda. “Não podemos considerar a guerra uma situação já definida. As marchas pela Paz ainda podem impedir o confronto”, opinou o deputado.

A Marcha pela Paz deste sábado começa no Masp, na avenida Paulista, às 15h. Os manifestantes seguirão pela Paulista, descerão a avenida Brigadeiro Luiz Antonio (sentido Jardins) até o Parque Ibirapuera. No local, por volta das 17h, serão feitos um ato político, shows e atividades culturais.

Para simbolizar o “pedido de paz mundial”, a organização sugere que os manifestantes vistam roupas brancas. “Temos que conscientizar a população mundial que é preciso abdicar do uso da força e da violência para resolver qualquer conflito internacional. O início de uma guerra terá reflexos planetários negativos para todos os povos, independente da posição que ocupem no confronto”, diz João José Sady, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP).

A organização do movimento pretende reunir 50 mil pessoas. Na primeira marcha, realizada no dia 15 de fevereiro, a estimativa foi da participação de cerca de 30 mil manifestantes. A divulgação é feita por panfletagem em locais de grande circulação – como estações de metrô -, através dos sindicatos e por e-mail.

Os protestos são promovidos pelo Comitê São Paulo Contra a Guerra ao Iraque, composto por mais de 100 entidades, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT), as Pastorais Sociais da Cúria Metropolitana, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), PT, CNBB, UBES, ATTAC, Grupo Tortura Nunca Mais, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE), Confederação Nacional dos Profissionais Liberais (CNPL), Central dos Movimentos Populares, PSTU, PCdoB e PMDB. Manifestações semelhantes devem ocorrer em outras cidades do mundo.