Marcelinho desmente Eurico

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Publicado quinta-feira, 15 de maio de 2003 as 22:50, por: cdb

O objetivo de todos no Vasco era evitar polêmicas. Mas as contradições entre os discursos de Marcelinho e do presidente Eurico Miranda ao falar sobre a escalação do jogador na partida contra o Cruzeiro, mesmo com problemas musculares, não esconderam que o caso está mal explicado.

O presidente do Vasco afirmou que Marcelinho realizou um teste na manhã de quarta-feira e efetuou movimentos que confirmaram estar em boas condições de jogo. No entanto, o Pé de Anjo disse que a atividade não foi suficiente para garantir que ele nada sentiria durante a partida.

– Na quarta de manhã, o Marques fez um teste, eu fiz apenas uma movimentação, pois a dor era muito forte e, além disso, eu estava há 14 dias sem tocar na bola. Meu estilo é deslocamento e velocidade. Isso não teve nesse teste – explicou.

Marcelinho deixou claro que as dores eram tantas que ficou estabelecido que ele ficaria restrito a uma faixa de campo, sem correr ou entrar em divididas. “Senti dores até no aquecimento e, por isso, entrei em campo apenas para lançar e cobrar faltas”, disse.

As declarações de Eurico Miranda durante a semana parecem ter exercido, de certa forma, uma pressão psicológica sobre Marcelinho. O presidente afirmou que um jogador como ele tinha que enfrentar o Cruzeiro, partida considerada fundamental para o Vasco.

– Se o seu chefe manda você ir à Rocinha entrevistar o Marcinho VP o que você faria? Está explicado! – limitou-se a dizer o Pé de Anjo.

O jogador fez questão de eximir o técnico Antônio Lopes de qualquer culpa pela atuação do Vasco ou pela escalação dos jogadores. “Se tiver que jogar a responsabilidade pela derrota, tudo bem. Só quero que tirem o Lopes dessa situação. Conheço-o muito bem e o defendo com unhas e dentes”.

Eurico Miranda fez questão de ressaltar que Antônio Lopes continuará como técnico do Vasco por um bom tempo, mesmo com a pressão dos torcedores. “Ele ocupará o cargo enquanto eu for presidente, até o final do ano. Se eu for reeleito, vou pensar. Caso ele peça demissão, eu não aceito”.