Marca ‘Tsunami’ provoca polêmica na África do Sul

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Publicado quarta-feira, 12 de janeiro de 2005 as 14:57, por: cdb

Consumidores sul-africanos estão reclamando de empresas que utilizam a palavra “tsunami” para promover as vendas de seus produtos.

O caso mais explícito é o de um restaurante japonês de Johannesburgo que se chama Tsunami Food Emporium, aberto três semanas antes da tragédia que atingiu a Ásia.

– Fizemos muita pesquisa para chegar a este nome – lamenta o gerente do restaurante, Claudio Gonçalves, afirmando que era impossível ter previsto o desastre.

Segundo ele, algumas pessoas já acusaram o restaurante de tentar faturar com o maremoto.

Uma mulher chegou a perguntar aos funcionários se alguém tinha aberto uma churrascaria chamada 11 de setembro.

Grande e forte

Outro alvo das críticas é a rede de fast food Mugg and Bean, que há mais de um ano tem entre seus principais sanduíches um feito com hambúrguer de frango apimentado que se chama Tsunami.

Segundo o gerente de marketing Mike Said, o nome foi escolhido porque o hambúrguer, que vem acompanhado de bacon, pepino, abacaxi e um molho tailandês, é “grande e forte”.

A empresa já anunciou que vai mudar o nome do lanche no mês de abril; tanto a rede de fast food quanto o restaurante japonês disseram que vão doar parte de seus lucros para as vítimas do tsunami.

Já foram confirmadas as mortes de dez sul-africanos na tragédia, enquanto 184 continuam desaparecidos.

E uma família da Cidade do Cabo que sobreviveu ao tsunami que atingiu uma praia da Tailândia foi alvo de um seqüestro quando voltou à África do Sul.

– Estou absolutamente traumatizada – disse Nicky Miller, de 31 anos.