Mapuche em greve de fome foi hospitalizado por insuficiência cardíaca

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Publicado segunda-feira, 22 de outubro de 2012 as 16:14, por: cdb

O adolescente Leonardo Quijón, um dos cinco indígenas mapuche em greve de fome na prisão de Temuco, localizada no centro do Chile, foi levado a um hospital próximo após sofrer uma insuficiência cardíaca.

Segundo análise do portal digital Mapuexpress, o jovem de 20 anos que cumpre nesta segunda-feira 22 dias sem ingerir alimentos, quatro dias atrás iniciou ma greve de fome seca ao deixar de beber água.

O portal afirma que no ambiente do hospital Quijón foi submetido a exames preliminares, mas se negou que lhe tirassem sangue porque os médicos decidiram levá-lo novamente à prisão.

Uma vez na prisão, diante de seu delicado estado de saúde, foi internado na unidade de enfermaria. Luís Marileo, Fernando Millacheo, Guido Bahamonde e Cristian Levinao são os outros companheiros em greve de fome na prisão de Temuco.

No início da medida os indígenas mapuche informaram que fizeram devido à confabulação do “Estado e dos empresários latifundiários que manipulam as leis contra nós para nos manter longe de nossas famílias e entes queridos”.

Exigem que cessem as “humilhantes e ofensivas inspeções realizadas por parte de Gendarmería (corpo militar) contra familiares e amigos que nos visitam na prisão”, bem como também o término dos ataques ao interior das comunidades em Ercilla, na Araucanía (centro).

Os grevistas insistem que são lutadores sociais das comunidades mapuches que batalham pela recuperação de territórios considerados ancestrais, que “foram apreendidos e explorados por parte dos empresários mais ricos do país”.

Outros quatro indígenas mapuches presos na prisão de Angol (sul do Chile) mantêm a greve de fome há 57 dias em protesto pelos julgamentos falhos e os métodos judiciais que consideram discriminatórios contra esse povo indígena.

Se trata dos companheiros Daniel Leminao, Eric Montoya, Rodrigo Montoya e Paulino Levipán, que afirmaram que essa medida drástica está gerando estragos em sua saúde. No entanto, continuam decididos a mantê-la até serem escutados pelas autoridades.

A notícia é da TeleSUR