Manifestantes são detidos após confronto com a polícia em Cleveland

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Publicado quinta-feira, 21 de julho de 2016 as 11:28, por: cdb

Quinze das 16 pessoas presas foram acusadas de incitar a violência perto da Quicken Loans Arena, que estava lotada

Por Redação, com agências internacionais – de Cleveland/Washington:

 

A polícia da cidade norte-americana de Cleveland prendeu 18 pessoas depois de confrontos com alguns manifestantes que tentaram atear fogo a uma bandeira dos Estados Unidos perto da entrada do ginásio onde o Partido Republicano oficializou Donald Trump como seu candidato presidencial, disseram autoridades.

Policiais prendendo manifestante em Cleveland
Policiais prendendo manifestante em Cleveland

Dois dos presos foram acusados de agressão intencional a um policial depois que agentes da corporação tentaram confiscar a bandeira, disse o chefe de polícia de Cleveland, Calvin Williams, a repórteres. As calças de alguns dos manifestantes pegaram fogo durante o incidente.

– O que quer que tentassem fazer com a bandeira, quando estávamos tentando apagá-lo (o fogo) e eles tentavam mantê-lo à distância, as pernas de suas calças pegaram fogo – afirmou Williams, que estava presente ao protesto.

– A acusação foi de agressão a um policial porque o policial tentou apagar quando viu (a bandeira) sendo queimada, e também havia pessoas contra os manifestantes que tentavam tomá-la – disse.

Quinze das 16 pessoas presas foram acusadas de incitar a violência perto da Quicken Loans Arena, que estava lotada, segundo a polícia, que não informou a acusação que pesa sobre o último manifestante.

Queimar a bandeira dos EUA é um ato protegido pela Primeira Emenda da constituição do país, que garante a liberdade de expressão. Nenhum dos manifestantes foi acusado por incendiá-la.

O incidente de quarta-feira representou o maior número de prisões dos quatro dias da convenção, que termina nesta quinta-feira, a cifra total foi de 23 prisões, de acordo com as autoridades.

Aliados da Otan

O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, voltou a questionar o artigo 5º do tratado da Otan, que obriga os 28 países-membros a auxiliar militarmente qualquer outro país-membro que se veja atacado.

Em entrevista ao jornal The New York Times, Trump afirmou na quarta-feira que, caso seja eleito presidente, os Estados Unidos só participarão de uma intervenção para ajudar um país da Otan se essa nação tiver “cumprido as suas obrigações” com os americanos.

Ele respondia a uma questão específica sobre os temores dos governos dos países bálticos com um possível ataque por parte da Rússia. “Se tiverem respeitado as suas obrigações conosco, então a resposta é sim”, disse, sem esclarecer a que obrigações se referia.

O artigo 5º é um dos princípios básicos da Otan, no qual se estabelece que um ataque a um dos membros da aliança é um ataque a todos, e foi invocado pelos Estados Unidos, por exemplo, depois dos atentados de 11 de Setembro.

Trump também disse que não pressionaria o governo da Turquia contra a adoção de medidas de expurgo de adversários políticos ou contra o desrespeito às liberdades civis. Para ele, os Estados Unidos precisam cuidar dos seus próprios problemas antes de tentar mudar o comportamento de outras nações.

– Penso que não temos o direito de dar lições. Olhem para o que se passa no nosso país. Como podemos dar lições se (nos Estados Unidos) pessoas disparam contra policiais a sangue-frio? – declarou o candidato republicano. “Temos de primeiramente tomar conta deste país antes de nos preocuparmos com qualquer outro no mundo”, disse.