Manifestantes fecham entrada principal da USP em protesto contra terceirização

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Publicado quarta-feira, 15 de abril de 2015 as 11:09, por: cdb
O protesto bloqueou, das 7h às 9h30, o portão principal da universidade e congestionou vias próximas
O protesto bloqueou, das 7h às 9h30, o portão principal da universidade e congestionou vias próximas

Professores, alunos e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) fizeram nesta quarta-feira uma manifestação, no portão principal da Cidade Universitária, na Zona Oeste da capital, contra o Projeto de Lei 4.330/2004, que regulamenta as atividades de terceirização no país.

O protesto bloqueou, das 7h às 9h30, o portão principal da universidade e congestionou vias próximas. Os manifestantes seguiram em caminhada até a Estação Butantã do metrô, onde reivindicaram a reintegração dos 40 trabalhadores demitidos durante a última greve dos metroviários.

Magno de Carvalho, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da instituição, disse que “a terceirização vai cair como uma luva para o projeto de sucateamento da USP e após (a implantação), a universidade será privatizada.”

A diretora do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP, Marcela Carboni, também é contra as terceirizações. “Isso vai fazer com que os professores trabalhem por mais horas ganhando menos, eles terão de trabalhar em dois empregos e dar mais aulas. Isso vai precarizar as condições de ensino na USP.”

Os organizadores estimam em 100 o número de manifestantes e a Polícia Militar calcula que são 60 pessoas.

Rodovias bloqueadas

Duas das três rodovias paulistas que estavam bloqueadas por manifestantes na manhã desta quarta-feira forma liberadas, segundo as concessionárias que administram as estradas. Somente a Rodovia Castello Branco na região de Osasco, próximo à capital, registrou bloqueios. Segundo a Via Oeste que administra a rodovia, a manifestação foi no quilômetro (km) 7, causando congestionamento até o km 29. Cerca de 100 pessoas participaram do ato, desde as 7h40 da manhã, de acordo com a empresa.

Para tentar amenizar os prejuízos, a Via Oeste, está orientando os motoristas para utilizarem três alternativas: uma entre os quilometros 16 e 10, com retorno feito por meio de transposição pelo canteiro central no quilômetro 10. Outra no km 10,8, com um desvio para acessar a Castello Branco e retornar para a capital ou interior, e um retorno no km 22.

Na Rodovia Anchieta, sentido litoral, houve três bloqueios, um das 7h16 às 7h55 (km 15), outro das 8h14 às 9h (km 21,5) e o terceiro das 7h55 às 9h25 (km 24). No primeiro bloqueio, os motoristas foram desviados antes, no segundo, houve 5 km de tráfego parado e no terceiro, a lentidão chegou a 4 km. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o número de participantes chegou a 4,5 mil.

Na Dutra, a manifestação foi feita no km 230 na chegada a São Paulo, na região da Vila Maria, na pista marginal. Segundo a Nova Dutra, que administra a via, o ato durou das 6h05 às 6h30 e causou lentidão de 11 quilômetros.

Os manifestantes protestam contra o Projeto de Lei 4.330/2004, que regulamenta as atividades de terceirização no país. Os atos integram o Dia Nacional de Paralisação, que terá protestos ao longo do dia em todo o Brasil, convocados por centrais sindicais.