Manifestação de médicos no centro do Rio cobra melhores condições de trabalho

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Publicado sexta-feira, 21 de dezembro de 2012 as 10:56, por: cdb
A categoria defende, entre outras medidas, a criação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimento (PCCV) e a priorização do ensino de qualidade
A categoria defende, entre outras medidas, a criação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimento (PCCV) e a priorização do ensino de qualidade

Uma passeata de médicos ocupou algumas ruas do centro da capital Fluminense na quinta-feira em uma manifestação por melhor condições de trabalho nos hospitais públicos. Organizada pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), o ato saiu da Cinelândia até a sede do Ministério da Saúde, no centro da cidade.

Segundo o presidente da Fenam, Geraldo Ferreira Filho, a ausência de concursos públicos para médicos no estado e no território nacional, o congelamento de salários, a falta de verbas nas instituições públicas estaduais e federais e a decadência das condições de trabalho dos profissionais vêm gerando uma crise na categoria.

“Queremos 10% da receita da União para a saúde, o país aplica hoje cerca de 4,5% do PIB [Produto Interno Bruto] na saúde. Falta investimento do governo. A situação é precária, falta leito. Há um sucateamento nos hospitais públicos generalizado. No Rio, o Hospital Geral de Bonsucesso (HGB), um hospital federal em que faltam profissionais, equipamentos. São péssimas as condições de infraestrutura”, disse.

A categoria defende, entre outras medidas, a criação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimento (PCCV) e a priorização do ensino de qualidade e não da expansão de escolas de medicina. O Brasil está em segundo lugar no mundo em números de escolas médicas: 197 com 208 cursos de medicina e 13 mil alunos. A Fenam é contrária também à terceirização, à entrega do serviço público às organizações sociais, e protesta contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares pelos serviços que presta.