Manifestação anti-racista na Grécia no dia 15 de Dezembro

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Publicado segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 as 15:36, por: cdb

A manifestação é organizada por uma organização anti-racista europeia e conta com o apoio de destacados ativistas, artistas, escritores e ensaístas como o Nobel da Literatura Dario Fo e o filósofo Bernard-Henri Lévy. Será na Grécia porque a intolerância aumenta neste país em crise e debaixo dos holofotes dos media. Artigo |10 Dezembro, 2012 – 20:23 “Vamos ser claros: combater o racismo, o anti-semitismo e o neonazismo na Grécia não significa estar contra a Grécia. Significa combater uma ideologia de ódio que se espalha por todo o continente europeu.”

O racismo, o anti-semitismo e o neonazismo não podem ser considerados movimentos “naturais”, considera a European Grassroots Antiracist Movement (EGAM), que marcou para 15 de Dezembro uma grande manifestação internacional em Atenas contra estas, e outras, intolerâncias.

A manifestação foi convocada na Grécia porque também ali o racismo está em expansão, considerando-se, por exemplo, os resultados eleitorais expressivos de partidos de extrema-direita com um discurso xenófobo assumidíssimo como o Aurora Dourada.

“Considerando a intolerância que se vive atualmente na Grécia, nós, os líderes da sociedade civil, intelectuais, artistas e cidadãos envolvidos na luta política e social, queremos dizer em uníssono: basta”, diz o manifesto do grupo, que é assinado, entre outros, por Benjamin Abtan, presidente do EGAMN, Dario Fo (dramaturgo e Nobel da Literatura), Bernard-Henri Lévy (filósofo), Dimitris Sotiropoulos (professor na Universidade de Atenas) e Angela Scalzo, secretária-geral do SOS Racismo Itália. Convocatória e subscritores disponíveis aqui.

Os organizadores consideraram que a Grécia deve ser o palco deste protesto, que se pretende internacional, pois o discurso racista, a negação do Holocausto ou o aumento da violência contra minorias está a aumentar naquele país. E, estando a Grécia debaixo dos holofotes dos media internacionais devido à crise financeira e social, que não justifica, mas ajuda a fazer crescer a intolerância, seria Atenas o melhor local para realizar o protesto.

“Vamos ser claros: combater o racismo, o anti-semitismo e o neonazismo na Grécia não significa estar contra a Grécia. Significa combater uma ideologia de ódio que se espalha por todo o continente europeu. Significa estar a lutar pela democracia na Europa. Significa dar a todos, sobretudo aos mais jovens, uma esperança no futuro que é melhor do que o objetivo inacessível do pagamento da dívida”.

A manifestação está marcada para o início da tarde do próximo sábado, em frente ao parlamento grego, em Atenas, seguindo-se uma marcha até à Acrópole.

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