Malan anuncia participação à distância em novo governo

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Publicado sábado, 5 de janeiro de 2002 as 00:05, por: cdb

O ministro da Fazenda, Pedro Malan, afirmou em entrevista à Radiobrás que, se for convidado a prestar algum tipo de assessoria ao governo que resultar das eleições de 2002, não se negará a colaborar, “mas à distância”. O ministro lembrou que já está em seu oitavo ano no cargo, além de dois anos na presidência do Banco Central e um período como negociador da dívida externa brasileira, trabalhando cerca de 16 horas por dia. Malan disse não acreditar na idéia de que possa colaborar com o futuro governo dando-lhe “conselhos”. E concluiu: “Quem assumir o governo que arque com a responsabilidade”.

Malan disse que interessa ao Brasil uma Argentina estável política, econômica e institucionalmente. “É do nosso profundo interesse e para o Mercosul”, afirmou ele, em entrevista encerrada há pouco. O ministro disse acreditar que a solução para a crise Argentina “acabará a acontecendo”.

Ressaltou, porém, o custo muito alto que está sendo imposto àquele país. O ministro fez questão de deixar claro que não cabe ao Brasil e nem a seus ministros dar conselhos à Argentina. “Nós não gostávamos de conselhos”, lembrou. Segundo o ministro, os problemas da Argentina devem ser resolvidos por eles mesmos. Ele disse ainda que acredita na solução da crise argentina a partir da constituição de uma equipe coesa e com a adoção de um programa econômico consistente e coerente que receberá apoio e respaldo internacional.