Mais um dia de desordem em Bagdá

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Publicado sexta-feira, 11 de abril de 2003 as 15:11, por: cdb

Bagdá registrou, nesta sexta-feira, mais um dia de desordem. No centro da capital iraquiana, comerciantes, armados com pistolas, fuzis e barras de ferro, vigiavam suas lojas e enfrentavam os saqueadores, muitos deles jovens, crianças e mulheres.

Os lojistas também demonstraram indignação com a passividade do Exército norte-americano.Seguindo eles, os soldados não apenas são indiferentes aos saques, como incentivam os ladrões a roubar e destruir tudo o que encontram pela frente. Os soldados norte-americanos tentam desarmar a cidade, onde ainda é possível encontrar algumas forças leais ao regime de Saddam Hussein.

Um correspondente da CNN que está em Bagdá, confirmou que os saques continuam, mas observou que não está claro se ainda resta muito o que levar, depois de dois dias de ataques de populares a escritórios governamentais, palácios presidenciais, casas de autoridades do partido Baath e outros lugares, incluindo hospitais e bancos.

A maioria das lojas continua fechada. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou que o hospital Kindi, em Bagdá, foi completamente saqueado e não restaram nem camas. Um correspondente da CNN, disse que viu saqueadores levando uma cama hospitalar pelo centro de Bagdá.

Savidge, que acompanha o Exército norte-americano, disse que as forças da coalizão ainda são alvo de ataques esporádicos. “Escutamos alguns tiros que pareciam vir da direção norte”, disse Savidge, que estava em frente ao Hotel Palestine, no centro de Bagdá. “Os franco-atiradores disparam de maneira mais ou menos regular, com um, dois ou três tiros de cada vez”.

De acordo com Savidge, “os fuzileiros navais consideram esses disparos ações experimentais e raramente reagem”. A enorme quantidade de armamento localizada em Bagdá está deixando as equipes de destruição de armas bastante ocupadas. “Há morteiros, bombas, projéteis de toda classe e toneladas de munição”, disse Savidge.