Madeira: Sindicato dos Jornalistas critica AR por rejeitar audição

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Publicado sexta-feira, 26 de agosto de 2011 as 06:34, por: cdb

A maioria PSD/CDS chumbou o requerimento do Bloco para ouvir jornalistas da Madeira e do Continente sobre os atentados à liberdade de imprensa que se têm acumulado naquela Região Autónoma. O Sindicato diz-se “surpreendido” pela decisão e critica a mudança de posição do CDS.Artigo |26 Agosto, 2011 – 12:57O Sindicato lamenta que “as averiguações parlamentares sobre direitos fundamentais continuem a depender da geometria variável das maiorias de turno”. Foto raphaelstrada/Flickr

Num comunicado divulgado esta quinta-feira, o Sindicato dos Jornalistas defende que “tal audição impunha-se pelas razões invocadas no requerimento apresentado pelo Bloco de Esquerda e pela sucessão de graves acontecimentos na região que têm sido denunciados pelo Sindicato”.

A perseguição movida pelo Governo Regional a determinados órgãos de comunicação social na Madeira teve o mais um episódio a meio de Agosto, quando Alberto João Jardim participava numa festa religiosa e ameaçou expulsar uma jornalista do Diário de Notícias da Madeira da sacristia da igreja onde se encontrava, acusando-a de ser “comunista”. Uma situação que se vem somar a outras tentativas de pressão por parte de dirigentes do PSD Madeira e que levou o Bloco de Esquerda a querer ouvir os jornalistas na Comissão Parlamentar para a Ética, Cidadania e Comunicação.

O Sindicato critica em especial a posição do CDS, que agora “tentou empurrar o assunto para as instâncias da Região Autónoma da Madeira” quando “na legislatura passada, a requerimento do CDS-PP, a mesma Comissão procedeu – e bem! – a uma audição com objecto bem mais “regional”, relativo às condições da actividade da imprensa” na Madeira.

“Não se pode aceitar que a Assembleia da República adopte, em matérias desta gravidade, critérios diferentes para o desempenho da sua missão consoante a conjuntura parlamentar”, critica o Sindicato dos Jornalistas, que termina o comunicado a lamentar “que as averiguações parlamentares sobre direitos fundamentais continuem a depender da geometria variável das maiorias de turno”. 

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