Lula visita Bélgica e fala a empresários sobre investimentos no Brasil

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Publicado segunda-feira, 5 de outubro de 2009 as 12:39, por: cdb

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu segundo e último dia de visita oficial à Bélgica, segue uma uma agenda de negócios; além das visitas protocolares às autoridades do país. Ele foi condecorado com a medalha do Parlamento da Bélgica. Pela manhã, Lula foi recebido pelos presidentes do Senado, Armand de Decker, e da Câmara dos Deputados, Patrick Dewael, que entregaram a homenagem. O presidente do Brasil seguiu para um encontro, no Palácio de Laeken, com o rei belga, Alberto II e, em seguida, para um seminário com empresários.

O encontro, organizado pela Federação de Empresas da Bélgica (FEV) e intitulado Fórum de Negócio de Alto Nível entre Brasil e Bélgica – Novas Fronteiras para os Negócios, contou também com a presença do príncipe Philip da Bélgica e com o ministro de Assuntos Exteriores, Yves Leterme. Neste domingo, Lula disse que mostraria aos empresários as “extraordinárias oportunidades” de investimento que surgirão no Brasil a médio e longo prazo, especialmente com os preparativos para a Copa do Mundo de 2014, as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), a exploração do petróleo ou e realização dos Jogos Olímpicos de 2016.

Um dos assuntos mais tratados durante o encontro dos chefes de Estado foi a questão ambiental, segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Durante discurso na assinatura dos acordos, o presidente disse que vê na Bélgica um aliado fundamental no fortalecimento da parceria estratégica que o Brasil e a União Europeia consolidarão na Cúpula de Estocolmo, referindo-se ao encontro sobre mudanças climáticas que haverá em dezembro na capital dinamarquesa.

O presidente deu o tom do Brasil no encontro:

– Assumimos uma posição de liderança que nos permitirá cobrar de todos, especialmente dos mais ricos, metas de redução claras e ambiciosas – afirmou.

Ele disse, ainda, que está seguro de que é possível preservar o planeta sem atentar contra o desenvolvimento dos países mais pobres. O primeiro-ministro belga classificou as mudanças climáticas como a mais grave ameaça para as futuras gerações. E disse que o Brasil, em parceria com a União Europeia, vai ter um papel de liderança nas semanas que antecedem a conferência em Copenhague.

Rompuy também destacou que a crise financeira que afetou o mundo não foi sentida da mesma forma pelo Brasil. Segundo ele, a força do sistema bancário brasileiro, a capacidade do mercado interno e as medidas que o governo tomou minimizaram o impacto no país.

– Um tsunami foi reduzido a uma tiny wave (onda pequena) – disse o primeiro-ministro, tentando traduzir a palavra “marolinha”, usada por Lula ao se referir aos efeitos da crise no Brasil.

Ainda no domingo, no castelo de Val Duchesse, nesta capital, Brasil e Bélgica assinaram vários acordos de colaboração em transferência de presos, Previdência, consultas políticas, cultura, logística portuária e migração. A próxima etapa da viagem do presidente é a abertura, nesta terça-feira, em Estocolmo, da cúpula entre Brasil-União Europeia.