Lula vai ao Paraguai fortalecer comércio

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Publicado domingo, 20 de maio de 2007 as 14:29, por: cdb

Equilibrar o comércio entre Brasil e Paraguai é um dos assuntos da viagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz ao país vizinho a partir deste domingo. Na visita de dois dias, ele terá encontros com o presidente Nicanor Duarte e com empresários dos brasileiros e paraguaios, além de participar de um seminário sobre biocombustível.

Segundo a União Industrial Paraguaia (UIP), em 2006, o país teve déficit de US$ 600 milhões no comércio com o Brasil. Por isso, os empresários querem mais acesso ao mercado brasileiro. O primeiro compromisso de Lula será justamente com o empresariado.

No encontro com Nicanor Duarte, devem ser discutido interesses do Paraguai no Mercosul. Paraguai e Uruguai, a menores economias do bloco, reclamam de não terem vantagens no Mercosul.

– O Brasil reafirmará a atenção aos interesses do Paraguai no âmbito do Mercosul e as necessidades do desenvolvimento daquele país, especialmente no que diz respeito à expansão de investimentos brasileiros e à ampliação do acesso, para mercadorias paraguaias, ao mercado brasileiro –  informou o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach.

Segundo ele, o presidente está particularmente preocupado com o desequilíbrio na balança comercial entre Brasil e Paraguai que, no momento, apresenta superávit para o lado brasileiro. Ou seja, o Brasil exporta mais do que importa do país vizinho.

– A esse respeito pretende, discutir medidas para que o comércio entre os dois países se torne mais equilibrado.

Em Foz do Iguaçu, Lula e Nicanor Duarte inauguram mais duas turbinas da Hidrelétrica de Itaipu, que passará a ter 20 turbinas. A Itaipu Binacional  uma tem dívida de US$ 16 bilhões com a Eletrobrás e o governo brasileiro.

O porta-voz negou que o Brasil tenha interesse em comprar a parte da usina que pertence aos paraguaios.

– Não existe nenhum plano de compra por parte do Brasil. O presidente tem, em várias ocasiões, afirmado que o objetivo do Brasil é fomentar o crescimento do Paraguai para que ele possa consumir toda a energia que lhe cabe em Itaipu. Essa solução de compra não está nos planos do governo – afirmou Baumbach.

Os dois governos também devem firmar um acordo de cooperação na área de biocombustíveis e tratar de problemas na fronteira.