Lula reforça a tese de que o Estado é eficaz na indução do progresso

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Publicado terça-feira, 2 de março de 2010 as 21:15, por: cdb

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta terça-feira que provou ser o Estado eficiente ao administrar com sucesso os problemas de falta de crédito devido a crise financeira.

– Nós provamos que o Estado não é ineficaz como alguns queriam fazer crer, durante as últimas três décadas. Nós provamos que o Estado não precisa se meter a ser um gerente, a ser um empresário. Mas o Estado tem que ser o grande regulador e o grande indutor – afirmou ao participar de um encontro com diretores do Banco do Brasil.

Segundo Lula, foi esse o pensamento que motivou a decisão de que o Banco do Brasil deveria adquirir 50% do Banco Votorantim e assim, poder expandir o crédito para carros usados.

– Nós precisávamos financiar o mercado de carros usados. Os bancos pequenos que não tinham carteira não tinham mais crédito. O Banco Votorantim era o banco que tinha maior carteira de carro usado – acrescentou.

O presidente afirmou ainda que, com as medidas para ampliar a oferta de crédito, conseguiu expandir o volume de crédito de R$ 381 bilhões no início do seu governo para R$ 1,41 trilhões. Lula atribuiu parte do sucesso de sua administração à sorte que, de acordo com ele, é necessária para governar o Brasil.

– Se eu não quero no meu time um jogador azarado, porque eu vou querer no meu país um presidente azarado? Eu quero alguém que tenha muita sorte que é o que o país está precisando – concluiu.