Lula diz que Brasil deve exportar conhecimento

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Publicado segunda-feira, 14 de maio de 2007 as 20:54, por: cdb

O desenvolvimento da indústria farmacêutica é uma das apostas do governo federal, como revelou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira, em cerimônia de inauguração da nova unidade produtiva de medicamentos sólidos (comprimidos, cápsulas) da empresa EMS, no município paulista de Hortolândia.

– Vamos trabalhar para que a indústria farmacêutica brasileira seja uma indústria de ponta -, disse Lula.

– Não queremos ser apenas exportadores de commodities, queremos ser exportadores de conhecimento, de inteligência -, destacou.

De acordo com o presidente, um dos objetivos da Lei de Inovação Tecnológica é, justamente, impulsionar a indústria de fármacos.
 
– Isso aqui é uma boa cumplicidade entre o governo brasileiro e as empresas brasileiras da indústria farmacêutica para que a gente se transforme numa grande indústria nacional e mundial -, afirmou.

A nova unidade da EMS custou US$ 50 milhões, pouco mais de R$ 100 milhões. Mais da metade – cerca de US$ 32 milhões – foi financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empresa atua há 43 anos no mercado farmacêutico brasileiro e conta com duas unidades, em Hortolândia e São Bernardo do Campo (SP), que juntas têm mais de 4 mil funcionários.

A EMS possui o maior número de produtos farmacêuticos do País, com destaque para a linha de genéricos, segundo a Presidência da República. Com a ampliação do complexo de Hortolândia, deve aumentar a capacidade produtiva anual de 220 milhões para 360 milhões de unidades, e gerar 500 novos empregos.

O presidente Lula aproveitou a cerimônia para reiterar as razões que levaram o governo brasileiro a quebrar a patente do medicamento anti-retroviral Efavirenz, utilizado no tratamento de cerca de 75 mil portadores do vírus HIV no Sistema Único de Saúde (SUS).

– Não é porque a gente estava querendo brigar, porque gosta de brigar. É porque a gente não acha justo a Tailândia pagar US$ 0,60 o comprimido e o Brasil pagar US$ 1,60 -, justificou.