Lula diz a empresários que governo cumpriu sua parte

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Publicado sexta-feira, 28 de novembro de 2003 as 21:53, por: cdb

Ao anunciar nesta sexta-feira medidas para incentivar o setor exportador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo cumpriu sua parte e conclamou os empresários brasileiros a sentirem “a brisa que sopra no rosto” e investirem no país.

“Essas medidas que anunciei aqui são para dizer para vocês o seguinte: essas coisas poderiam ter acontecido há cinco anos, quatro, três anos atrás, mas aconteceram agora”, afirmou Lula no discurso de encerramento do 23o Encontro Nacional de Comércio Exterior, na presença de 800 empresários.

“E espero que, o governo cumprindo com sua parte, os empresários comprindo com a deles, a nossa política externa fazendo o meio de campo que está fazendo não há porque a gente ficar sentado numa cadeira lamentando o tempo que passou e deixando de desfrutar a brisa que está soprando no nosso rosto”, acrescentou, dando a entender que a economia já entrou no rumo do crescimento.

Bem-humorado, Lula deu tom positivo a seu discurso. “Estou hoje, há dez meses e 28 dias no governo, mais otimista do que estava no dia 1 de janeiro quando tomei posse”.

Ele não deixou de tocar também em um de seus assuntos preferidos, o futebol, convocando os empresários “a partirem pra cima” dos mercados, “e não fazer igual ao time brasileiro fez com o Uruguai”, voltando a tocar em um tema que já irritou o atual técnico da seleção brasileira.

Em clima de balanço de final de ano, Lula afirmou que o Brasil entrou em um caminho que não tem volta e prometeu que a economia vai voltar a crescer e gerar empregos. “Estou convencido que fiz a coisa certa, não podia ficar na cadeira reclamando do governo anterior, mas devia pensar no futuro do Brasil”, afirmou.

Entre as realizações de 2003, Lula destacou a estabilização da economia e o crescimento das exportações e disse que agora o país está pronto para dar o segundo passo rumo ao crescimento.

Lembrou da vitória na aprovação do texto básico da reforma da Previdência nesta semana no Senado e riu dos que duvidavam que o governo fosse conseguir aprová-las.

Admitiu porém que a reforma tributária ainda não é a ideal. “Cada um tem a sua reforma tributária na cabeça, mas o governo não pode ter a sua reforma, tem que construir a média ponderada do que pensa a sociedade brasileira”, explicou.

“Se tudo correr bem como parece, antes do Natal teremos a política tributária aprovada”, afirmou.