Lula, ao Libé, aponta Temer como um dos traidores da pátria

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Publicado quarta-feira, 13 de julho de 2016 as 11:50, por: cdb

Lula acrescenta que o segundo mandato de Dilma Rousseff, interrompido por um golpe de Estado, em curso, sofreu um impacto sem precedentes diante da forte crise política

 

Por Redação, com Libération – de Paris

 

Capa desta quarta-feira do diário francês de esquerda Libération (Libé), um dos mais respeitados meios de comunicação daquele país, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirma sua candidatura à Presidência da República, para um terceiro mandato, e pontua que “os pobres são a solução” para que o país saia do atoleiro econômico em que se encontra.

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

— O Brasil deve compreender que os pobres são a solução a nossos problemas econômicos. Quando se coloca um pouco de dinheiro nas mãos de um grande número, se relança o comércio, a indústria e o desenvolvimento — afirmou.

Lula: reprodução da primeira página do Libé
Lula: reprodução da primeira página do Libé

Lula acrescenta que o segundo mandato de Dilma Rousseff, interrompido por um golpe de Estado, em curso, sofreu um impacto sem precedentes diante da forte crise política que paralisou a economia. Dilma não conseguiu passar, no Congresso, as medidas necessárias para impulsionar a economia.

— Para reequilibrar as contas, ela tentou reduzir as despesas, mas o Congresso foi no sentido oposto, aprovando leis que aumentaram os gastos. O Congresso pareceu apostar na crise, até que surgisse a ideia do golpe — explica Lula, aos franceses.

O ex-presidente classificou Temer, vice da presidenta Dilma, como traidor e um dos principais responsáveis pela edição do golpe.

— Ele (Temer) é constitucionalista, e sabe que não há crime de responsabilidade. Como presidente interino, ele deveria reunir os ministros de Dilma e se contentar de coordenar as políticas em andamento. Ele age como se o processo de impeachment estivesse concluído, afastando desde o ministro da Fazenda até o garçom que servia café. É como se você me emprestasse sua casa para as férias e na volta, eu tivesse vendido. É como se Dilma não existisse mais — ressalta.

Segundo Lula, a votação do pedido de impedimento, no Senado, ainda poderá encerrar essa crise institucional, uma vez conquistados os votos necessários para a volta da presidenta Dilma ao Palácio do Planalto, “desde que Dilma vá atrás dos votos necessários”, afirma.

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