Luiz Marinho diz que não acredita em central sindical única dos servidores

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Publicado segunda-feira, 23 de junho de 2003 as 16:30, por: cdb

O presidente da CUT, Luiz Marinho, desconsiderou hoje a possibilidade de os sindicatos e associações de servidores públicos formarem uma central sindical exclusiva da categoria.

– Não apostaria na formação de uma nova central. É improvável que seja viabilizada – afirmou.

A pretensão de constituição da nova central já foi confirmada pelo presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal (Sindtten), Reynaldo Puggi, um dos articuladores do movimento dos servidores contra a reforma da previdência.

No aspecto político, Marinho entende que seria um erro constituir a nova central porque enfraqueceria a CUT e a nova entidade não teria força para interromper o andamento das reformas.

– A CUT não pode simplesmente defender apenas uma categoria. Lutar para a retirada das reformas seria o caminho para uma derrota porque o governo já constituiu uma maioria no Congresso e conta com apoio político para as reformas na sociedade – ponderou Marinho.

Ele argumenta que o melhor é negociar e apresentar emendas ao projeto de reforma previdenciária no Congresso.

Marinho rebateu a crítica de Puggi de que ele assume um discurso de governo por pertencer ao PT e por ser amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

– Não confundo meu papel na CUT com a minha relação pessoal com o companheiro e presidente Lula. Sou fiel às resoluções da central e não às de um determinado segmento. Se quiser ajudar o governo, a CUT não pode ser nem governista e nem adesista, mas tem de se manter forte e defendendo suas posições.