Lixão de Gramacho vai ser fechado e catadores vão receber Bolsa Família, casa, treinamento e indenização

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 9 de março de 2012 as 18:28, por: cdb

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Os catadores de lixo do Aterro Sanitário de Gramacho, na Baixada Fluminense, serão indenizados pelo tempo que trabalharam no local e vão receber capacitação para atuar em reciclagem. Também serão incorporados ao Programa Bolsa Família, após o fechamento do aterro, marcado para o dia 5 de junho, quando se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Para definir essas ações, uma equipe do Ministério do Desenvolvimento Social e da Secretaria-Geral da Presidência da República se reuniu hoje (9) com representantes do governo do Rio de Janeiro, da prefeitura de Duque de Caxias e com catadores do lixão de Gramacho. O encontro teve como objetivo acelerar o processo de implementação das ações federais que estão previstas para o lixão.

Segundo o chefe de gabinete da Secretaria-Geral da Presidência, Diogo de Santana, os catadores serão beneficiados com investimentos do governo federal em programas sociais e de habitação. Além disso, vão receber pelo tempo de serviço prestado no aterro, um benefício que será pago com recursos do Fundo de Apoio ao Catador. Em princípio, os benefícios seriam pagos em 15 parcelas anuais, mas um acordo firmado entre a Companhia de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb) e a Caixa Econômica Federal antecipou o pagamento, em cota única, para este ano.O valor, cerca de R$ 14 milhões, será divididos por todos os catadores.

Para o presidente da Associação dos Catadores de Gramacho, Sebastião Carlos dos Santos, o fechamento do lixão pode trazer outros benefícios aos moradores do local, como investimentos em saneamento e construção de creches e escolas. “A gente conseguiu, pela primeira vez, algo histórico, reunindo as três esferas de governo discutindo uma única coisa, o benefício social para a categoria dos catadores de matérias recicláveis”, explicou.

O Aterro de Gramacho é o maior da América Latina e recebe, por dia, dezenas de toneladas de lixo dos municípios da Baixada Fluminense e, também, da cidade do Rio de Janeiro. Lá trabalham mais de 1,8 mil pessoas.

Edição: Vinicius Doria