Link patrocinado ganha força nos sites de busca

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Publicado terça-feira, 18 de fevereiro de 2003 as 13:40, por: cdb

Nada de banners, pop-ups ou e-mail marketing. O negócio do momento é divulgar marcas e produtos em sites de busca ou investir, em inglês, em “search engine marketing”.

O contrato é simples: paga-se uma mensalidade em troca da inclusão do site entre os primeiros endereços que aparecem em resultados de busca na Internet, com direito à escolha das palavras-chaves que remetem ao link.

A prática, também conhecida como link patrocinado, começa a ganhar força na Web brasileira. Nos Estados Unidos, movimenta mais de US$ 300 milhões por ano, volume semelhante ao do já tradicional mercado de banners.

Por aqui, um dos pioneiros na “comercialização” de posições privilegiadas nos resultados de busca foi o Yahoo!. No portal brasileiro, os serviços de link patrocinado ganharam atenção especial em meados do ano passado – e são a grande promessa de receita ao longo de 2003.

Com outra proposta de contrato, a TeRespondo.com aterrissou, ou melhor, atracou na Web nacional no mesmo período. Com investimentos de US$ 1 milhão, a empresa vende, a módicos R$ 0,10 por clique, posições de destaque em 15 buscadores. Em três meses de operação, já são 200 mil as palavras-chaves cadastradas e 1,5 mil clientes, entre eles Banco Real, Listel, BuscaPé e Farmácia em Casa.

A diferença entre os serviços oferecidos por um e outro limitam-se ao preço. Na modalidade mais cara, a simples exposição do URL (Uniform Resource Locator) entre os primeiros sites relacionados em uma busca já é argumento de cobrança.

No Yahoo!Brasil, por exemplo, para ocupar a primeira posição no resultado, independente do click-through, paga-se um valor diretamente proporcional à freqüência com que a palavra-chave é pesquisada por internautas. Imagine o quanto vale ser o primeiro entre os endereços que estejam relacionados à palavra sexo, campeã de buscas no mesmo Yahoo! em 2002.

No contrato mais barato, o serviço prestado é o mesmo, porém a cobrança somente ocorre quando o site é acessado por algum usuário. Assim, se o URL receber um único clique no mês, o cliente pagará no máximo R$ 5 – valor estabelecido como teto para a palavra-chave mais cotada entre os internautas.

Proposta por aqui pela TeRespondo, a modalidade de negócios denominada pay-per-click (pague por clique) foi inspirada na Overtrue, uma das três empresas norte-americanas que atuam nesse segmento de marketing eletrônico.

O valor do clique

Constituída em Miami em meados de 2001, a TeRespondo nasceu praticamente brasileira. De acordo com o diretor comercial da empresa, Guilherme Stocco Filho, 95% da receita mensal já provém dos negócios no País.

“A intenção sempre foi atuar no mercado latino-americano. Mas decidimos pelo foco no Brasil porque quase todos os contratos acabaram firmados por aqui”, explica o executivo, acrescentando que, em junho, a pontocom deve inaugurar um escritório no México.

Entre os 15 portais que oferecem serviços de busca e parceiros da empresa, figuram gigantes como UOL, BOL e iG. Até o final do ano, o número de provedores associados deve chegar a 25, e o de clientes, a 3 mil.

“Somos os primeiros a oferecer esse serviço no Brasil, de forma que não será muito difícil atingir as metas”, argumenta o diretor.

Em defesa da TeRespondo, Stocco lembra que a taxa de cliques em sites que figuram em resultados de busca varia de 8% a 10%. “O retorno é mais alto que no caso de banners e pop-ups e o preço, bem inferior”, argumenta.

Segundo Stocco, embora o click-through seja peça importante para a publicidade da TeRespondo, é o preço que faz o maior diferencial na proposta da empresa. “Todas as empresas que nos contratam entram na primeira posição do resultado de busca dos provedores com os quais temos parceria”, explica o executivo.

“Palavras pouco procuradas valem R$ 0,10 o clique. Mas se três clientes escolherem a mesma palavra, ela valerá R$ 0,30 o clique”. Assim, sucessivamente,