Líderes no Grito dos Excluídos propõem greve geral contra Estado de exceção

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Publicado quarta-feira, 7 de setembro de 2016 as 13:49, por: cdb

“Eles acharam que fossem dar o golpe e tudo ficaria por isso mesmo. Temos que derrubar o governo Temer e ter novas eleições”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas, no Grito dos Excluídos, após sugerir a realização de uma greve geral no país

 

Por Redação – de São Paulo

 

O Grito dos Excluídos reuniu cerca de 50 mil manifestantes contra o golpe de Estado, em curso no país, segundo os organizadores da marcha deste 7 de Setembro. O protesto leva, ainda, o ‘Fora Temer!’, que mobiliza o país inteiro pelas redes sociais, pela saída do presidente de facto e a realização de eleições diretas, amplas, gerais e irrestritas. A convocação de uma greve geral dos trabalhadores, contra o Estado de exceção em que vive o Brasil, esteve no centro dos discursos de líderes dos movimentos que integram o Grito dos Excluídos.

Haddad (C, de camisa azul), foi um dos líderes políticos que compareceram ao Grito dos Excluídos
Haddad (E, de camisa azul), foi um dos líderes políticos que compareceram ao Grito dos Excluídos

Estes mesmos movimentos sociais e centrais sindicais lotaram a Avenida Paulista e depois tomaram o caminho do Parque do Ibirapuera, descendo a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, lotando a via. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o ex-senador Eduardo Suplicy participaram do ato, caminhando da praça Oswaldo Cruz, próximo ao Paraíso, até a Assembleia Legislativa, perto do Ibirapuera.

Os manifestantes concentraram-se no vão do Masp para o protesto do Grito dos Excluídos, apoiado por movimentos como Central de Movimentos Populares (CMP), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Em seguida, o protesto fechou a faixa sentido Centro da avenida Paulista.

— O governo Michel Temer divulgava que uma vez aprovado o impeachment, o país seria pacificado. O que assistimos foi uma forte reação porque a sociedade entendeu que um bando de corruptos condenou uma pessoa inocente. E desde então há protestos contra sua agenda neoliberal — disse Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, voltou a pedir eleições diretas e a convocar a greve geral.

— Eles acharam que fossem dar o golpe e tudo ficaria por isso mesmo. Temos que derrubar o governo Temer e ter novas eleições — disse.

Os discursos se revezaram no carro de som, em tons semelhantes, com ênfase nas denúncias sobre a provável perda de direitos trabalhistas, segundo agenda neoliberal em curso, no Parlamento.

Assista ao vídeo: