Líderes interrompem contratação de assessores nos Estados

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Publicado sexta-feira, 25 de setembro de 2009 as 12:47, por: cdb

Líder do PT do bloco de apoio ao governo no Senado, Aloizio Mercadante (SP) pronunciou-se, nesta sexta-feira, contrário à decisão da Mesa Diretora da Casa, de permitir que funcionários lotados nos gabinetes das lideranças partidárias possam trabalhar nos Estados e quer a imediata suspensão do benefício concedido na véspera. Por meio de sua assessoria de imprensa, Mercadante afirmou:

– Não assinei nenhum ofício e desconheço essa medida. Considero a medida um retrocesso.

Em pronunciamento feito em Plenário, na véspera, o presidente do Senado, José Sarney, havia dito que a decisão da Mesa fora tomada para atender pedido por escrito de todos os líderes. Em aparte ao pronunciamento de Sarney, o líder do DEM, José Agripino (RN) também disse que não havia assinado o documento mencionado por Sarney e que não concordava com a medida. Ele acrescentou que a liderança do Democratas não tinha e não queria ter um ou vários assessores no Rio Grande do Norte.

– Eu não fui consultado sobre esse fato. Não fui, não concordo, não tenho nenhum [funcionário]. Na liderança do Democratas não há nenhum funcionário lotado no meu estado, e eu acho que é desinteressante. Eu não assinei esse documento, eu não me lembro de me terem sido sugeridos, mas são casos para serem apreciados e serem definidos – afirmou.

Líder do PSB, Renato Casagrande (ES) foi outro que reagiu imediatamente ao anúncio feito por Sarney. Aparteando Agripino, Casagrande considerou igualmente um retrocesso a decisão de permitir aos líderes partidários criar cargos nos seus estados. Para ele, seria preciso organizar a Casa para torná-la cada vez mais transparente.

– De fato, nós não podemos dar passos atrás. V. Exª está dizendo que não assinou o documento criando os cargos nos estados. Acho que esse é um assunto em que pode parecer que estamos dando passos atrás. E agora nós temos que dar passos adiante, no sentido de organizar a Casa e torná-la cada vez mais transparente – assinalou.