Líderes de golpe chileno agradecem a Pinochet e não se arrependem

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Publicado quinta-feira, 11 de setembro de 2003 as 22:44, por: cdb

A perspectiva do tempo não mudou a visão dos líderes do golpe militar chileno que derrubou o presidente Salvador Allende. Trinta anos depois, ainda se sentem triunfantes do que chamam um “gesto heróico” que impediu a instalação do marxismo no Chile.

Enquanto o governo e os novos chefes militares tentam minimizar a divisão que o 11 de setembro de 1973 provocou entre os chilenos, os que acompanharam o líder golpista e ex-ditador Augusto Pinochet acreditam que fizeram um bem ao país.

– Estou orgulhoso de ter participado (…) e voltaria a fazer o mesmo – disse o general da reserva Javier Palacios, que liderou o assalto ao palácio presidencial de La Moneda.

Palacios foi também o primeiro oficial que constatou a morte de Allende, logo depois de ele ter se suicidado dentro da casa de governo que ardia em chamas após ser bombardeada por aviões de guerra, antes de se entregar aos golpistas.

– Eu cumpri uma missão que o meu chefe me ordenou, o general Pinochet, e me limitei a cumpri-la. Quando a cumpri disse: ‘Missão cumprida, La Moneda tomada, presidente morto’, o que foi um erro meu porque ele acreditou que eu havia matado o presidente, quando foi ele quem se suicidou – lembrou o general da reserva.