Líder da oposição iraquiana diz que não há espaço para os EUA no país

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 11 de abril de 2003 as 08:52, por: cdb

Ahmed Chalabi, o líder da oposição iraquiana considerado o provável futuro líder do país, disse que não há espaço para os Estados Unidos no governo interino do Iraque.

Chalabi disse à BBC que os iraquianos deveriam formam um governo temporário para administrar o país até que uma constituição seja aprovada num referendo e por uma assembléia constituinte, abrindo caminho para eleições parlamentares em dois anos.

O iraquiano é o líder do Congresso Nacional Iraquiano, que atuava no exílio. Há informações de que o Departamento de Defesa americano apóia a candidatura de Chalabi a líder do novo governo iraquiano.

Já o secretário de Estado americano, Colin Powell, tem opinião diferente. Ele disse que a coalizão formada por forças de Estados Unidos e Grã-Bretanha vai escolher os líderes que vão formar o novo governo iraquiano.

Capital político

“A comunidade internacional vai ter um papel importante”, disse Powell ao jornal Los Angeles Times.

“Mas nós acreditamos que a coalizão, tendo investido esse capital político, vai ter o papel principal por algum tempo, até nós organizarmos esse processo.”

Powell afirmou que, apesar de a ONU (Organização das Nações Unidas) ter um papel vital na reconstrução do Iraque, isso não quer dizer que a coalizão vai entregar a autoridade política para a organização.

O secretário americano disse que o especialista do governo americano em oposição iraquiana, Zalmay Khalilzad, vai viajar para o Iraque para trabalhar junto com o comandante da guerra no país, o general Tommy Franks.

Os dois devem se encontrar nos próximos dias para discutir o futuro do país.

“Vamos tentar encontrar representantes dos diferentes grupos e começar o programa na região sobre a qual temos o maior controle”, afirmou Powell.

“A idéia de que agora que a coalizão já fez tudo isso e liberou o Iraque, muito obrigado, saia daqui e o Conselho de Segurança vai se tornar responsável por tudo, está incorreta.”