Liberar Raqqa do Estado Islâmico não é difícil, diz Assad

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Publicado sexta-feira, 1 de julho de 2016 as 11:44, por: cdb

Desde maio, o exército sírio lançou uma ofensiva na direção de Tabqa, que fica ao caminho da cidade de Raqqa, reduto do Estado Islâmico na Síria

Por Redação, com Sputnik Brasil – de Beirute:

 

A libertação de Raqqa do grupo terrorista Estado Islâmico é uma questão de tempo que não representa dificuldades militares, disse o presidente sírio, Bashar Assad em uma entrevista à televisão australiana.

Assad afirmou que o perigo dos grupos terroristas como o EI “não consiste no território que ocupam… Consiste no número de pessoas nas quais eles incutem sua ideologia na área que vivem.”

A libertação de Raqqa do grupo terrorista Estado Islâmico é uma questão de tempo que não representa dificuldades militares
A libertação de Raqqa do grupo terrorista Estado Islâmico é uma questão de tempo que não representa dificuldades militares

– Alcançar Raqqa não é tão difícil militarmente, vamos dizer. É uma questão de tempo. Estamos indo nessa direção – disse Assad ao SBS em uma entrevista cuja transcrição foi publicada pela agência de notícias síria SANA na sexta-feira.

Desde maio, o exército sírio lançou uma ofensiva na direção de Tabqa, que fica ao caminho da cidade de Raqqa, reduto do Estado Islâmico na Síria.

Ao mesmo tempo, as Forças Democráticas da Síria, que consistem principalmente das milícias curdas, estão realizando uma operação na cidade de Manbij. Manbij, localizada entre a “capital” do EI de Raqqa e a fronteira sírio-turca, é uma área de importância estratégica para o grupo terrorista.

O governo sírio não tinha presença em Raqqa desde agosto de 2014. Libertar da cidade, onde alguns acreditam que o líder do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi mora, há muito tem sido visto como a chave para paralisar a organização terrorista.

Armas químicas

As forças armadas da Síria sofreram uma forte contra-ofensiva por parte do grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico) nos arredores da cidade de Raqqa, em que dezenas de militares sírios foram vítimas do uso de armas químicas pelos jihadistas.

A informação foi prestada por correspondentes de mídias locais presentes na região do conflito.

Um dos serviços de imprensa do Estado Islâmico, a Al-Amak, noticiou que durante os combates três militares supostamente russos teriam sido mortos por um carro-bomba, chegando, inclusive, a divulgar suas fotografias, que teriam sido obtidas a partir de seus celulares. A informação, no entanto, ainda não foi comentada pelo Ministério da Defesa da Rússia.

Já as mídias alinhadas ao governo de Damasco, informaram sobre a morte de um alto general sírio nos arredores da Raqqa, Chefe do Estado Maior da 10ª Divisão do Exército da Síria, Hassan Saadi.

Após a contra-ofensiva terrorista, as forças sírias deixaram totalmente as regiões da província que estiveram sob seu controle no decorrer das três últimas semanas. De acordo com os próprios soldados, decidiu-se pela retirada “para evitar maiores perdas”.

O Exército sírio vinha há três semanas realizando uma ofensiva no leste e no sul da província de Raqqa. A posição fortificada mais próxima do Daesh fica na cidade de Tabka.

No início desta semana, À agência russa de notícias Sputnik recebeu a informação de que o Exército sírio estava participando de combates violentos contra unidades do EI pelo controle do campo de petróleo As-Saura, na região oeste de província de Raqqa.

Antes disso, uma série de mídias sírias e libanesas chegaram a noticiar que, no dia 19 deste mês, militares russos conseguiram tomar o controle do campo de petróleo As-Saura, que fica a 10 km da cidade estratégica de Tabka.