Lava Jato: Pedro Corrêa é transferido para carceragem da PF em Curitiba

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Publicado segunda-feira, 13 de abril de 2015 as 11:52, por: cdb
O ex-deputado federal Pedro Corrêa
O ex-deputado federal Pedro Corrêa

 

O ex-deputado federal Pedro Corrêa, suspeito de envolvimento no esquema de fraudes em contratos da Petrobras investigado pela operação Lava Jato da Polícia Federal embarcou na manhã desta segunda-feira, no Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife, com destino a Curitiba. Ele teve a prisão preventiva decretada na última sexta-feira, quando foi deflagrada a 11ª fase da  Operação Lava Jato.

Condenado na Ação Penal 470, do mensalão, e cumprindo pena em regime semiaberto no Centro de Ressocialização de Canhotinho, no agreste pernambucano, Corrêa teve o nome citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. O ex-deputado é suspeito de ter recebido propina no valor de R$ 5,3 milhões.

Antes de seguir para carceragem da PF em Curitiba, o ex-deputado do PP passou a noite entre o Centro de Triagem, na Região Metropolitana do Recife. Ele deve chegar a capital paranaense por voltas das 13h. Isso porque o voo, em avião de carreira, tem escala prevista no Rio de Janeiro. Pedro Correa viaja sem algemas e acompanhado de três agentes da Polícia Federal de Pernambuco. A partir do Rio de Janeiro, a escolta será feita por agentes do Paraná.

O advogado contratado pela família do ex-parlamentar informou, em nota divulgada no final de semana, que a defesa não teve acesso aos autos e negou que haja a intenção, neste momento, de que Corrêa faça acordo de delação premiada com a Justiça e o Ministério Público Federal.

Comissão de sindicância

Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União designa comissão de sindicância para investigar a prestação de serviços de publicidade da pasta.

Na semana passada, a 11ª fase da Operação Lava Jato apontou irregularidades envolvendo a agência Borghi/Lowe, que presta serviço ao ministério e é suspeita de ter feito pagamento de proprina ao deputado cassado André Vargas (sem partido-PR).

De acordo com a portaria, a comissão será formada por três representantes da pasta e terá o prazo de 30 dias, prorrogável por mais 30 dias, para a conclusão dos trabalhos e apresentação do relatório final.

A criação de uma comissão de sindicância já havia sido divulgada pelo ministério na semana passada. A pasta anunciou que as informações dos contratos de publicidade do período em análise pela Polícia Federal serão encaminhadas para a Controladoria-Geral da União e ficarão à disposição dos demais órgãos de controle.