Lançado primeiro longa metragem campinense, financiado pela UEPB

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Publicado segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 as 13:08, por: cdb

PCdoB – Campina Grande

Reitora Marlene Alves fala aos presentes

O cinema paraibano viveu uma noite histórica no último sábado (25), com o pré-lançamento de “Tudo que Deus criou”, primeiro longa metragem campinense, que foi financiado pela Universidade Estadual da Paraíba – numa iniciativa envolvendo o Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) e o Departamento de Comunicação Social – e representa um marco na história do audiovisual paraibano, que tem sido fortemente alavancado, nos últimos anos, graças ao apoio da UEPB, com investimentos significativos na área cultural.

Mais de 2 mil pessoas assistiram a primeira exibição do longa, no auditório do Garden Hotel, em Campina Grande. A reitora Marlene Alves, uma das principais incentivadoras da produção, falou emocionada aos presentes e lembrou de como toda história de apoio ao audiovisual teve início, a partir das conquistas de André Costa Pinto, produzindo documentários e curtas com patrocínio da Universidade, ganhando prêmios e fazendo crescer, ano a ano, o Comunicurtas, principal festival de audiovisual da Paraíba, promovido pela UEPB.

A professora Marlene frisou que, atualmente, a Instituição passa por um momento difícil, lutando para garantir o respeito a sua Lei da Autonomia, mas, “apesar de todas as dificuldades, se mostra forte, lutadora e, por isso, comemora uma grande e importante colheita, com o lançamento de ‘Tudo que Deus criou’”. Ao encerrar sua fala, ela fez uma licença poética e disse: “estes aí que estão atravancando nosso caminho, eles passarão. Nós passarinhos, passarinhos”.

O diretor do filme, cineasta André Costa Pinto, ressaltou a importância do incentivo dado pela UEPB à produção audiovisual e fez um agradecimento especial a reitora Marlene Alves, que sempre demonstrou o interesse da Administração Central da Instituição em promover o crescimento da sétima arte na Paraíba. No palco, o elenco se mostrou ao público e todos os que se pronunciaram, a exemplo da atriz global Guta Stresser, fizeram questão de enfatizar o quanto a iniciativa da Universidade em patrocinar produções audiovisuais deve servir de exemplo para outras instituições em todo o país, como forma de valorizar os talentos locais e, assim, lhes dar a oportunidade de conquistarem o mundo através da cultura.

Durante a exibição do longa, o público se envolveu com a história, baseada em fatos reais, que revelou o dramade Miguel (Paulo Phillipe) que, entre traumas, obstáculos e dificuldades, convive com a necessidade de sustentar sua família. Sua mãe, Daguia (Maria Gladys); sua irmã, Ângela (Guta Stresser) e seu cunhado (Claudio Jaborandi) formam uma espécie de família urbana de classe média baixa, que enfrenta acontecimentos de alegria, amor e tragédia. Em paralelo ao núcleo familiar, o jovem Miguel vive uma espécie de triângulo amoroso com Maura (Letícia Spiller) e João (Paulo Vespúcio).

“Tudo que Deus criou” começou a ser rodado no bairro Rosa Mística, em 2009. Possui um elenco formado por renomados atores, como Guta Stresser, Letícia Spiller, Paulo Vespúcio, Maria Gladys e Claudio Jaborandi. Conta, em predominância, com elenco de atores locais, a maioria deles oriunda do curso de formação de atores ministrado pelo diretor do longa, em parceira com a UEPB. Dentre as revelações do curso está o protagonista da história, Miguel Arcanjo, interpretado pelo jovem ator Paulo Phillipe, que conquistou o papel após passar por uma maratona de testes nas cidades de Campina Grande e Rio de Janeiro, onde disputou a vaga com concorrentes de todo o Brasil.

Além do elenco, a trilha sonora do filme também é composta por artistas paraibanos, como a canção “Para mim, você”, tema do filme, interpretado pela cantora paraibana Val Donato, e a música “Desejo”, composta pelo cantor, compositor e pró-reitor de Planejamento da UEPB, professor Rangel Júnior.

Dentro da programação de pré-lançamento do filme, outras duas sessões foram realizadas na tarde do domingo (26), gratuitamente, para os amantes da sétima arte.

Fonte: Assessoria da UEPB