Kerry se compromete a tratar de Síria e conflito entre Israel e palestinos

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Publicado segunda-feira, 19 de outubro de 2015 as 11:22, por: cdb

Por Redação, com Reuters – de Madri/Jerusalém:

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse ser importante que os líderes israelense e palestino esclareçam o status do complexo da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, e acertem medidas para acalmar a instabilidade durante conversas nesta semana.

Secretário de Estado norte-americano, John Kerry
Secretário de Estado norte-americano, John Kerry

Kerry vai se reunir com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Alemanha e, em separado, com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o rei da Jordânia, Abdullah, no final da semana, para discutir um fim aos recentes episódios de violência.

Ele ainda afirmou que irá se encontrar nesta semana na Europa com representantes de Turquia, Arábia Saudita, Jordânia e Rússia para explorar opções para uma transição política na Síria.

– Voltarei em alguns dias e me encontrarei com líderes da Rússia, Turquia, Arábia Saudita e Jordânia para trabalhar em opções reais e tangívies que talvez possam reiniciar um processo político e trazer uma transição política à Síria – disse Kerry em entrevista coletiva em Madri.

O diplomata irá voltar a Washington nesta segunda-feira para conversas na Casa Branca antes de retornar à Europa.

Ataques diários em Israel nos últimos dias desencadearam pânico em consequência da onda de violência causada em parte pela revolta dos palestinos pelo que veem como uma presença cada vez mais impositiva dos judeus no complexo de Al-Aqsa, que é o local mais sagrado do islamismo fora da Arábia Saudita e também é reverenciado pelos judeus como cenário de dois templos bíblicos desaparecidos.

Kerry disse que Israel tem direito de se proteger contra atos arbitrários de violência, e em suas conversas com Netanyahu o líder israelense disse estar comprometido com o status quo da localidade sagrada.

– Não tenho nenhuma expectativa específica, a não ser levar as coisas adiante, e isso irá depender das conversas em si – afirmou Kerry aos repórteres.

Trabalhadores árabes

Pelo menos quatro cidades israelenses, incluindo a capital comercial Tel Aviv, baniram trabalhadores árabes das escolas, tentando acalmar o temor geral alimentado pela pior onda de ataques de rua em anos.

O Ministério do Interior de Israel, responsável pelas municipalidades, não quis comentar de imediato a decisão no domingo, medida que foi condenada como racista por um partido que representa a minoria árabe do país.

O gabinete de Israel tomou medidas de segurança neste domingo, depois de novos ataques palestinos a faca no sábado, ampliando os poderes de busca da polícia, que vai efetivamente permitir que os policias revistem qualquer um nas ruas.

Ao todo, 41 palestinos e sete israelenses morreram na recente onda de violência nas ruas, iniciada pela revolta de palestinos com a, segundo eles, crescente invasão judaica na área da mesquita al-Aqsa em Jerusalém.

– Estamos preservando o status quo, e vamos continuar fazendo isso – disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para o seu gabinete neste domingo, se referindo ao local que também é reverenciado pelos judeus como o lugar da destruição de dois templos bíblicos.

Netanyahu vai se encontrar com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, na Alemanha, como parte dos esforços de Washington para restabelecer a calma.

Os mortos palestinos incluem agressores com facas e manifestantes alvejados por forças israelenses durante protestos violentos. Os israelenses foram mortos em ataques a esmo nas ruas ou ônibus. Com os pais exigido ações para proteger escolas, as cidades aumentaram a segurança armada nos portões, e a polícia intensificou o patrulhamento.

Citando preocupações com segurança, Tel Aviv e as vizinhas Rehovot e Hod Hasharon evitaram usar a palavra “árabe” ao anunciarem em seus sites e por e-mails que funcionários de manutenção e limpeza, muitos dos quais árabes, não seriam permitidos nas escolas.