Karzai diz que quer um 2° turno eleitoral “melhor”

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Publicado sexta-feira, 23 de outubro de 2009 as 09:33, por: cdb

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse querer um segundo turno da eleição presidencial melhor e mais limpo em novembro para levar estabilidade ao país, em uma época em que a violência do Taliban atinge seu auge em oito anos de guerra.

Karzai concordou em enfrentar seu principal rival, Abdullah Abdullah, em uma nova disputa em 7 de novembro, depois que uma investigação sobre fraudes realizada pela ONU anulou votos suficientes para ele no primeiro turno, em agosto, para forçar um segundo turno.

O líder afegão rejeitou as alegações de fraude, mas se curvou às pressões internacionais e ordenou um segundo turno a fim de aumentar a credibilidade da eleição em um momento em que Washington estuda se vai enviar mais tropas ao Afeganistão.

Em um comunicado na noite de quinta-feira, Karzai disse que aceitava o segundo turno.

– Aceitei o segundo turno em interesse da nação, para reforçar a estabilidade e as chances de democracia no Afeganistão – disse o presidente segundo o palácio.

– Agora que vamos fazer o segundo turno em duas semanas, quero que ele seja melhor que o primeiro turno – completou.

Preocupações sobre segurança e uma repetição das fraudes que mancharam o primeiro turno eleitoral lançaram uma sombra enquanto autoridades no Afeganistão iniciavam os preparativos para a votação.

Uma importante autoridade eleitoral já avisou que as forças afegãs e internacionais dificilmente terão tempo suficiente para fornecer segurança total antes da votação. A campanha oficial começa ao meio-dia de sábado.

Para evitar uma repetição da fraude, muitos fiscais eleitorais serão substituídos, disseram as autoridades. A missão da ONU em Cabul disse que urnas em lugares com baixo comparecimento devido à péssima segurança e onde houve muitas fraudes não abririam, e os eleitores seriam encorajados a depositar seus votos em outros locais de votação nas proximidades.

Acredita-se que Karzai vencerá o segundo turno em grande parte graças a sua forte base aliada entre os Pashtun –o maior grupo étnico do Afeganistão. Ele continua popular entre muitos afegãos, que o enxergam como um líder experiente.

O ex-chanceler Abdullah, por outro lado, é meio Tajik e meio Pashtun, e é visto como um candidato que pode deixar para trás as linhas étnicas que dividem o país.