Juiz nega pedido de prisão para acusados de assassinato

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Publicado segunda-feira, 22 de outubro de 2012 as 14:39, por: cdb

Mesmo com todas as provas e o pedido do Ministério Público de prisão preventiva, os acusados pelos assassinatos de Paulo Colombiano e Catarina Galindo, em junho de 2010, continuam soltos. O juiz Paulo César Barbosa de Oliveira, da 1ª Vara do Júri Sumariante, negou o pedido na última quinta-feira (18/10) e lhes deu prazo de 10 dias para apresentar uma defesa, ou seja, até domingo. Os promotores responsáveis pela denúncia foram notificados formalmente na sexta-feira (19/10).

De acordo com Dorival Joaquim da Silva, após a apresentação da defesa, o juiz dará novo parecer. Além disso, ele vai se reunir com os outros promotores – Nivaldo dos Santos Aquino e Davi Gallo Barouh – para avaliar o documento e definir a atitude a ser tomada. “Devemos recorrer, mas temos de esperar os próximos acontecimentos”. Ainda segundo informações de Silva, a justificativa do juiz é de que não há motivo suficiente e que não vê risco às investigações por enquanto.

O presidente da CTB-BA, Adilson Araújo, um dos responsáveis pelas manifestações e campanha contra a impunidade dos acusados – os irmãos Cássio Antonio Ferreira Santana e Claudomiro César Ferreira Santana, mandantes do crime, e os executores Adailton Ferreira de Jesus, Edilson Duarte Araújo e Wagner Luiz Lopes de Souza –, a decisão é absurda e reforça a ideia de que o poder econômico dos mandantes dos homicídios fala mais alto. “Assim, a Justiça está contrariando a ordem natural das coisas. Um crime tão bárbaro, a polícia apurou, conseguiu provas do envolvimento deles e o juiz nega o pedido. Inaceitável”.

A mesma opinião tem o PCdoB. “Eles têm de ficar presos até o julgamento e ser punidos nos rigores da lei”, afirma Geraldo Galindo, presidente municipal do partido e irmão de Catarina. Para o comunista, a impunidade deles é injusta, já que está provado que cometeram o crime. “Vamos esperar a nova fase do processo, mas não vamos descansar enquanto não houver justiça”.

De Salvador,

Maiana Brito

 

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