Jovem, que matou avó com 73 facadas e empregada com 53, será julgado

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 26 de agosto de 2003 as 20:23, por: cdb

Gustavo Pereira Napolitano, de 22 anos, vai a juri popular por duplo homicídio qualificado. O juiz Alberto Anderson Filho, do 1º Tribunal do Júri, proferiu sentença nesta terça-feira.
Napolitano, na noite de 24 de novembro do ano passado, sob os efeitos da cocaína, degolou a avó, Vera Kuhn de Macedo Pereira, após dar-lhe 73 facadas. Matou também, com 53 facadas, a empregada da família, Cleide Ferreira da Silva.

Psiquiatras que examinaram Gustavo, ele alega não se lembrar dos crimes, dizem que ele é penalmente ininputável. Desta vez, o juiz Anderson Filho não seguiu a tradição dos seus colegas das varas do júri, que, nesses casos, absolvem sumariamente o réu e determinam sua internação em uma clínica, o que pode se prolongar indefinidamente até sua recuperação.

Vai também a júri, por tráfico de entorpecente, Adriano Campelo da Silva, que vendeu a cocaína à Gustavo. O juiz determinou que o traficante, preso há 90 dias, aguarde o julgamento em liberdade. Manteve, porém, a prisão de Gustavo, autuado em flagrante e que está internado na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, argumentando que, em liberdade, Gustavo interromperá tratamento médico para livrar-se do vício.

Os homicídios praticados por Gustavo foram qualificados de triplamente qualificados (motivação fútil, meio cruel e emprego de recursos que impossibilitaram a defesa das vítimas). A acusação pode pedir para o réu uma condenação entre 24 anos a 60 anos de reclusão, em regime fechado, sem qualquer benefício.

A defesa pode recorrer da sentença, datada do dia 18, ao Tribunal de Justiça, reclamando a absolvição sumária do réu com a aplicação da medida de segurança.