José Alencar faz discurso e elogia Judiciário

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Publicado quinta-feira, 6 de novembro de 2003 as 23:26, por: cdb

Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resiste a aceitar o convite do presidente do Supremo Tribunal Federal, Maurício Corrêa, para discutir a reforma do Judiciário, o presidente em exercício José Alencar fez um discurso repleto de elogios aos magistrados.

Na posse do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Francisco Fausto, na Academia Nacional do Direito do Trabalho, Alencar disse que um dos pontos mais enriquecedores de sua passagem por Brasília é a estreita relação com o poder Judiciário:

– Tenho visto realmente com que dedicação as questões do Judiciário são tratadas. É realmente enriquecedora essa nossa participação em Brasília por várias razões, dentre elas, me permito destacar, pelo relacionamento mais estreito com o poder Judiciário – afirmou o presidente, em discurso para uma platéia da qual faziam parte o ministro do STF, Marco Aurélio Mello, e o ministro aposentado do tribunal, Ilmar Galvão.

Em entrevista após o encontro, Alencar negou que suas declarações representem um desagravo ao Judiciário ou que ele vá atuar como intermediário na reaproximação entre o Executivo e os magistrados.

– Não há necessidade de se construir nenhuma ponte entre os poderes. Os poderes são independentes, autônomos e sintonizados com os elevados objetivos nacionais. A homenagem que fiz foi independente de qualquer coisa. É importante o Judiciário, como são importantes os outros poderes – disse Alencar.

Em seu discurso, apesar dos apelos de sua mulher Mariza Gomes da Silva, o presidente continuou a cruzada pela redução dos juros.
 
– Quando saí do gabinete, liguei para minha mulher e ela me pediu, pelo amor de Deus, para não falar de juros. Mas quando começo a falar de trabalho… Temos assistido no Brasil à maior transferência de renda de que se tem notícia oriunda do trabalho para o sistema financeiro. Minha luta é para mudar a cultura dos juros altos. Precisamos voltar a crescer para oferecer   oportunidade de trabalho – defendeu Alencar.