John Kerry: quem ele é e o que pretende fazer

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Publicado quarta-feira, 6 de outubro de 2004 as 01:59, por: cdb
Atualizado em 13/11/16 11:51

 

John Forbes Kerry, hoje com 60 anos, começou cedo na política.

 

Filho de um diplomata americano baseado em Berlim, aos 11 anos Kerry vivenciou a Alemanha devastada pela guerra enquanto estudava na Suíça.

 

Na adolescência, seu pai o obrigava a velejar com os olhos vendados para que não se perdesse em um dia de nevoeiro.

 

Os ensinamentos de seu pai acabaram renderam duas importantes condecorações por sua atuação, no final dos anos 60, como comandante de um barco no rio Mekong, no Vietnã.

 

Kerry foi à guerra como voluntário e voltou como porta-voz de veteranos nervosos.

 

Em 1971, iniciaria sua trajetória política com um emocionado depoimento no Senado contra a guerra.

 

No ano seguinte, concorreu ao Congresso como “candidato pela paz”. Perdeu e só voltou à Casa, já como senador, em 1984.

 

Em 1992, durante a Eco-92 no Rio, Kerry encontrou “o amor de sua vida”, a milionária e moçambicana Teresa Heinz, 65, viúva do senador republicano e dono de um império da Alimentação, John Heinz, morto em 91 e se casaram.

 

Em novembro do ano passado, Kerry estava em um fraco quarto lugar entre os dez pré-candidatos do Partido Democrata e então suas fontes de financiamento de campanha secaram. Para solucionar o problema e viabilizar sua campanha, Kerry hipotecou uma das residências do casal no valor de US$ 6,4 milhões e ganhou fôlego para continuar em frente.

 

Como mostrou os resultados das primárias do Partido Democrata, o dinheiro fez a diferença e ele foi eleito o concorrente oficial de George W. Bush.

 

A seguir, os principais pontos de vista do candidato.

 

ABORTO – é a favor do direito ao aborto. Votou contra a proibição do aborto após 3 meses de gravidez e só nomeará juízes da Suprema Corte que apóiem o direito ao aborto.

 

PENA DE MORTE – é contra, exceto em casos de terrorismo.

 

ECONOMIA – propõe 50 bilhões para os Estados criarem empregos; créditos fiscais para a fabricação; a redução do déficit federal pela metade em cinco anos; repressão severa a

violações das normas comerciais.

 

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