Jogos Mundiais Militares começam na Coreia do Sul

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Publicado sexta-feira, 2 de outubro de 2015 as 11:00, por: cdb

Por Redação, com agências internacionais – de Seul:

Os 6º Jogos Mundiais Militares começaram na madrugada desta sexta-feira, na Coreia do Sul. O atleta do tiro Julio Almeida, ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, foi o porta-bandeira do Brasil no desfile de abertura. A cerimônia de abertura ressaltou a importância da união das nações pela paz e harmonia.

A delegação brasileira participa da competição com 282 atletas, a maior que o país já levou para a competição, e espera ficar entre os cinco primeiros colocados no quadro de medalhas, segundo previsão do Ministério da Defesa.

Como de costume, o torneio de futebol começou antes, com vitória brasileira sobre o Canadá por 3 a 0.

Os 6º Jogos Mundiais Militares começaram na madrugada desta sexta-feira, na Coreia do Sul
Os 6º Jogos Mundiais Militares começaram na madrugada desta sexta-feira, na Coreia do Sul

Entre os atletas brasileiros estão medalhistas olímpicos, pan-americanos e mundiais. Na natação disputam Nicholas Santos, Guilherme Guido, Etiene Medeiros, Poliana Okimoto. No judô, os competidores são Sarah Menezes (medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres, em 2012 ), Rafaela Silva, Érika Miranda, Felipe Kitadai, Charles Chibana, Lendro Cunha, Leandro Guilheiro e Luciano Correa.

Promovidos de quatro em quatro anos, os Jogos Mundiais Militares são organizados desde 1995 pelo Conselho Internacional do Desporto Militar. Roma sediou a primeira edição. Neste ano, participam dos jogos cerca de 7 mil competidores de 110 países, disputando 24 modalidades. A edição anterior foi sediada no Brasil em 2011, com 113 países e 6,1 mil participantes.

Os atletas que defenderão o Brasil nos Jogos Mundiais Militares integram o Programa Atletas de Alto Rendimento, uma parceria entre os ministérios do Esporte e da Defesa. Os atletas recebem salários, têm locais para treinar, além de plano de saúde, atendimento médico, odontológico, fisioterápico, alimentação e alojamento. Eles chegam ao programa por meio de concursos para preencher vagas de militar temporário e podem ficar até oito anos. Uma das exigências é que os atletas participem de competições militares.

Cinco primeiros no ranking

Para o Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM, na sigla em francês), organizador do evento, o crescimento dos jogos ajuda a promover os valores da entidade do desporto militar mundial, principalmente a paz, entre as nações.

A evolução dos atletas militares brasileiros no período de 1995 a 2011 tem sido crescente. Em Roma, o Brasil ocupou o 36º lugar no quadro de medalhas, enquanto em 2011, no Rio de Janeiro, ficou em 1º lugar, com 114 medalhas (45 de ouro, 33 de prata e 36 de bronze).

De acordo com o Diretor do Departamento de Deporto Militar do Ministério da Defesa e Chefe da Delegação Brasileira, Brigadeiro Carlos Augusto Amaral, o aumento do número de medalhas dos atletas brasileiros a cada edição dos Jogos Militares vem chamando a atenção dos outros países competidores.

– Quando o Brasil, em 2011, chegou e ganhou os Jogos, certamente isso lançou uma atenção especial sobre o que fazemos aqui: Como essa receita de sucesso foi aplicada no Brasil? O que foi feito? E, certamente, outros países estão buscando se inspirar nesse modelo, que é o Programa de Atleta de Alto Rendimento, uma cooperação com o Ministério do Esporte, para melhorar essa representatividade e desenvolver o desporto no Brasil, visando aos Jogos Olímpicos (Rio, em 2016) e aos resultados nas grandes competições internacionais de modo geral.

Nos 6º Jogos Mundiais Militares, a meta do Ministério da Defesa é a de que o Brasil consiga ficar entre os cinco primeiros países no ranking de medalhas. As modalidades mais fortes do país com chances de medalhas são: judô, natação, atletismo, vôlei masculino e feminino, basquete masculino e o tiro com arco, que é uma modalidade nova na qual o Brasil vai participar.

O Brigadeiro Amaral ressalta que a participação das Forças Armadas em competições esportivas é muito importante para o Brasil.

– Desde que nós entramos nas Forças Armadas como recrutas ou nas escolas de formação, a atividade física é diária, ela existe para o desenvolvimento. Primeiro numa higidez que nos prepare para o combate. Afinal de contas, um combatente tem que ter um bom preparo físico, e além desse preparo físico para o combate, a atividade física e a atividade desportiva desenvolvem características que são fundamentais para um militar, como liderança, julgamento, desenvolvimento de estratégias, de táticas, organização, trabalho em equipe, capacidade de saber ganhar e saber perder.

A Coreia do Norte não vai participar da 6ª edição dos Jogos Mundiais Militares na Coreia do Sul. De acordo com o Comitê Organizador, apesar de o convite ter sido feito ao país vizinho, que também é membro do Conselho Internacional do Esporte Militar, o pedido foi recusado, sem justificativa, deixando pela primeira vez a delegação norte-coreana de fora do evento.

O presidente do Conselho, Coronel Abdulhakeen Alshano, lamenta a ausência da Coreia do Norte, destacando a importância do esporte militar para a paz. O coronel acredita que futuras competições podem ser um caminho para melhorar a relação entre as duas nações.