Japão retoma testes para limpar água radioativa em Fukushima

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Publicado quinta-feira, 23 de junho de 2011 as 07:53, por: cdb

A Tepco (Tokyo Electric Power Company), operadora da usina nuclear de Fukushima, retomou nesta quinta-feira (23) os testes para ativar um crucial sistema para descontaminar as mais de 110 mil toneladas de água radioativa que se acumulam na central e que ameaçam vazar ao exterior.Segundo informou a rede NHK, os testes foram retomados após terem sido solucionados os problemas detectados pelo excesso de água contaminada presente nos filtros do dispositivo, que conta com tecnologia francesa e americana.

Leia tambémJapão: Tepco indenizará os desabrigados na tragédia nuclearA Tepco confirmou que o principal problema era controlar o fluxo de água com césio radioativo que um dos filtros, de origem americana, era capaz de absorver. O dispositivo ficou obstruído na última sexta-feira (17) após alcançar seu limite.

Em alguns casos, o sistema, composto de três válvulas de absorção, filtrava a água contaminada por apenas uma delas, mas o problema já foi solucionado, detalhou a NHK.

A Tepco trabalha contra o relógio para descontaminar a água que se acumula na central antes que o líquido vaze ao exterior, e teme que a estação de chuvas na região de Fukushima, que começou na terça-feira, piore a situação.

Para evitar que o volume do líquido contaminado suba ainda mais, a operadora diminuiu a quantidade de água que injeta diariamente nos reatores para tentar resfriá-los.

A companhia tentou iniciar o sistema para descontaminar a água radioativa na última sexta-feira, mas teve que paralisá-lo menos de cinco horas após sua ativação devido a diversas avarias.

O dispositivo, pioneiro no mundo, tem o objetivo de extrair e limpar o líquido acumulado a um ritmo de 1,2 mil toneladas diárias para usá-lo, posteriormente, para resfriar os reatores.

A operadora de Fukushima Daiichi considera que este sistema é fundamental para seu objetivo de levar os reatores a uma “parada fria” em janeiro de 2012 e dar por terminada a crise nuclear iniciada em 11 de março.

Fonte: Opera Mundi