Jandira Feghalli vai acionar Justiça contra deputado do DEM

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Publicado quinta-feira, 7 de maio de 2015 as 14:17, por: cdb
Jandira Feghali
Jandira Feghali disse que irá “acionar judicialmente o senhor Fraga pela apologia inaceitável”

A Câmara dos Deputados presenciou, nesta quarta-feira, durante discussão sobre a medida provisória 665, uma lamentável confusão envolvendo a deputada Jandira Feghalli (líder do PCdoB-RJ), o deputado Roberto Freire (PPS-PE) e Alberto Fraga (DEM-DF). A parlamentar foi agredida fisicamente pelo colega do PPS e, em seguida, verbalmente por Fraga.

A confusão aconteceu logo após Freire ter dado um tapa nas costas deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). Feghalli interviu e o deputado do PPS a pegou pelo braço. Na tentativa de defender Roberto Freire, Fraga foi ao microfone dizer que “uma mulher que participa da política e bate como homem, tem que apanhar como homem também”.

Em sua página no Facebook, a deputada acusou Alberto Fraga de incentivar, com suas declarações, a violência contra as mulheres no país. Confira o texto:

“Parece que as noites na Câmara não tem como piorar nesta Legislatura. Sim, fui agredida fisicamente pelo deputado Roberto Freire durante discussão da medida provisória 665 agora pouco. Pegou meu braço com força e o jogou para trás. O deputado Alberto Fraga, NÃO SATISFEITO com a violência flagrada, disse que “quem bate como homem deve apanhar como homem” na minha direção. Fazia menção a mim.

É assustador o que está acontecendo nesta Casa. Em trinta anos de vida pública jamais passei por tal situação. Em seis mandatos como deputada federal, onde liderei a bancada do PCdoB por duas vezes e enfrentei diversos embates, jamais fui sujeitada à violência física ou incitação à violência contra mulher. Muitas foram as frentes de debate político aqui dentro. Parece irônico a mulher que escreveu o texto em vigor da Lei Maria da Penha seja vítima de um crime como este.

Vou acionar judicialmente o senhor Fraga pela apologia inaceitável. Esta medida já está sendo encaminhada. Minha trajetória é reta, ética e coerente dentro da política desde quando me tornei uma pessoa pública, na década de 80. Não baixarei a cabeça para nenhum machista violento que acha correto destilar seu ódio. A Justiça cuidará disto. E ela, sim, pesará sua mão”.

Confira o vídeo: