Itália e Alemanha prendem três suspeitos de recrutar suicidas

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Publicado sexta-feira, 28 de novembro de 2003 as 12:50, por: cdb

As polícias de Itália e Alemanha prenderam nesta sexta-feira três pessoas acusadas de recrutar militantes islâmicos para executar ataques suicidas no Iraque.

O argelino Mahjub Abderrazak, também conhecido como Sheikh e apontado como líder de um grupo militante, foi detido em Hamburgo. Outros dois suspeitos, um marroquino e uma tunisiana, foram presos na Itália.

Mais cedo, um tribunal de Milão emitiu ordens de prisão para cinco suspeitos, incluindo os três detidos mais tarde. No entanto, dois dos acusados permanecem foragidos.

Em meio às prisões, promotores italianos lançaram um inquérito para investigar como informações sobre a ofensiva policial contra os suspeitos vazou para a imprensa – o que teria comprometido seriamente a operação.

Não é a primeira vez que a Itália faz a ligação entre grupos extremistas islâmicos baseados no país e os ataques suicidas que ocorrem no Iraque.

A polícia italiana diz que militantes da Itália e da Alemanha foram enviados para campos de treinamento na Síria para se unir a um grupo ligado à Al-Qaeda e que opera no norte do território iraquiano.

Explosivos

Na Grã-Bretanha, a polícia disse ter encontrado explosivos na casa de um homem, no oeste da Inglaterra, que teria ligações com a rede Al-Qaeda, e que foi preso na quinta-feira.

A polícia disse também estar investigando a possibilidade de o britânico detido ter conexões com Richard Reid, o britânico que foi condenado por tentar explodir um avião com uma bomba escondida em seus sapatos.

O homem, de 24 anos, foi detido na quinta-feira em Gloucester e levado para uma delegacia de polícia em Londres.

A Scotland Yard disse que uma “quantidade relativamente pequena” de material explosivo foi retirada da casa do suspeito.

Os moradores de 119 casas vizinhas puderam voltar às suas residências na quinta-feira à noite depois de terem sido removidos da área enquanto a polícia fazia uma busca no local.

O homem, que é de origem paquistanesa, estava sob vigilância policial e do serviço secreto britânico, o MI5.