Israel quer revogar a cidadania dos envolvidos com terrorismo

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Publicado quarta-feira, 7 de agosto de 2002 as 07:09, por: cdb

O ministro do Interior de Israel, Eli Yishai, informou que está planejando revogar a cidadania de árabes israelenses que estiveram envolvidos em ataques à alvos israelenses. O primeiro-ministro, Ariel Sharon, elogiou a medida, que vem sido taxada como racista por grupos de direitos humanos. Em outra medida, a Justiça israelense garantiu ao governo o direito de demolir casas de palestinos suicidas sem aviso prévio aos moradores.

Negociadores palestinos estão discutindo a proposta feita pelo ministro da Defesa de Israel, Binyamin Ben Eliezer, de retirar as tropas militares dos locais que os palestinos usam supostamente para preparar seus ataques contra alvos israelenses, como Gaza. A primeira reação das autoridades palestinas foi rejeitar a proposta, a qual chamaram de “um jogo de relações públicas”.

Após vários dias de sucessivos ataques que causaram dezenas de mortes nos dois lados, a violência continuou nesta terça-feira, com o assassinato de dois palestinos armados, próximo a Jenin, na Cisjordânia. Um dos homens, identificado como Ali Ajourim, era líder do movimento Mártires Ali Aqsa em um campo de refugiados perto de Nablus. O ministro Eli Yishai disse ter enviado cartas a dois líderes árabes, que são suspeitos de ajudarem o grupo militante Frente Popular de Libertação da Palestina, alertando-os sobre a possibilidade de caçar suas cidadanias.

Yishai também está estudando a possível cassação ao direito de residência permanente de um terceiro líder árabe “Se eu conseguir impedir que um terrorista mate um judeu, não mais que isso, será o suficiente para revogar a cidadania de dez ou mais e impedir essa praga”, disse o ministro. Cerca de 20% da população de Israel é formada por árabes.