Israel começa a libertar 161 prisioneiros palestinos

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Publicado terça-feira, 7 de setembro de 2004 as 17:54, por: cdb

Israel começou na terça-feira a libertar 161 prisioneiros palestinos na maior operação do tipo em mais de sete meses, disseram membros das forças de segurança israelenses.

A Autoridade Palestina considerou a medida insignificante, enquanto membros do governo de Israel fizeram questão de ressaltar que a libertação dos prisioneiros não era um gesto de boa vontade, mas uma medida adotada para combater a superlotação das prisões.

A libertação aconteceu pouco menos de uma semana depois de prisioneiros palestinos terem interrompido uma greve de fome iniciada 18 dias antes. Não se sabe se entre os palestinos libertados estavam alguns dos 3.000 prisioneiros que participaram da greve de fome.

Israel pretendia soltar 137 prisioneiros na terça-feira e outros 24 na quarta-feira. Todos estão no final de suas penas de prisão e a maior parte deles foi condenada por ofensas menos graves como atirar pedras nas forças de ocupação ou entrar ilegalmente no território israelense, disseram membros das forças de segurança.

Os palestinos, que vêem em seus prisioneiros heróis da luta pela criação de um Estado nacional, exigem a anistia para todos os detentos. “Eles prendem palestinos todos os dias, em postos de controle, dentro das cidades, em vilarejos, em todos os lugares”, disse à Reuters o ministro palestino para os Assuntos Prisionais, Hisham Abdel-Razik. “Eles precisariam de apenas alguns minutos para prender um número igual de palestinos (161).”

Muitos dos 7.000 palestinos mantidos em prisões por Israel foram detidos sob a acusação de terem participado de grupos militantes e nunca foram julgados ou acusados formalmente, algo que gera protestos por parte de grupos de defesa dos direitos humanos de todo o mundo.

Em janeiro, Israel libertou 400 palestinos em meio a um acordo selado com o grupo guerrilheiro Hizbollah.