Israel ameniza restrições à Faixa de Gaza

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Publicado segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 as 19:41, por: cdb

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse na segunda-feira que Israel vai amenizar o fechamento das fronteiras da Faixa de Gaza, permitindo a entrada de suprimentos médicos e cargas de combustível no território.

Com a redução das reservas de combustível em Gaza, a única usina de geração de energia local teve que ser desligada na noite de domingo, deixando a Cidade de Gaza às escuras. Geradores a diesel estão sendo usados para manter funcionando hospitais.

O porta-voz do Ministério do Exterior israelense Arye Mekel disse à BBC que a diminuição do bloqueio israelense em Gaza vai ser por apenas um dia e que, depois, o governo de Israel irá rever a situação.

Embora as autoridades israelenses tenham anunciado que combustível suficiente para fazer funcionar a usina poderá ser transportado para Gaza, elas não disseram exatamente por quanto tempo o combustível permitirá que a usina funcione.

O governo israelense acusa o governo palestino em Gaza de inventar a crise energética. As autoridades alegam que cerca de 70% da energia usada em Gaza é produzida em Israel e que o envio dessa energia ao território não foi suspenso.

ONU

Também nesta segunda-feira, a agência da ONU responsável por levar ajuda humanitária aos refugiados palestinos advertiu que seria forçada a paralisar o envio de comida à Faixa de Gaza dentro de alguns dias se Israel mantivesse o fechamento das fronteiras do território.

A União Européia também criticou a medida israelense e disse que o país está “punindo coletivamente” todos os moradores de Gaza, que é controlada desde junho passado pelo Hamas – facção palestina considerada uma organização terrorista por Israel.

Israel fechou as fronteiras da Faixa de Gaza na noite de quinta-feira em resposta a ataques de militantes no território, que lançaram foguetes contra alvos israelenses.

No Cairo, representantes da Liga Árabe que discutem os efeitos do fechamento das fronteiras de Gaza descreveram a situação no território como “catastrófica”.