Iraniano explica identidades diferentes a Dualib

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Publicado sábado, 25 de setembro de 2004 as 10:31, por: cdb

A fuga do Irã para o Canadá aos 10 anos por causa da revolução em seu país foi a justificativa usada por Kia Joorabchian, sócio da MSI, para manter registros de nascimentos diferentes.
A explicação foi dada pelo telefone e em bom português ao presidente do Corinthians, Alberto Dualib, a quem ele prometeu entregar provas das razões políticas que fizeram seu pai mudar os seus documentos legalmente.
Presidente do MSI (Media Sports Investments), fundo de investimentos que negocia parceria com clube há três meses, Kiavash Joorabchian (é assim que ele afirmou ser seu verdadeiro nome) mantém cinco variações de seu nome em registros públicos ¿ em três, como canadense nascido em 25 de julho de 1971, e nos outros dois como inglês nascido em 14 de julho de 1971.
Sobre os processos a que responde em Nova York por fraude, falsidade ideológica, infração contratual de má fé e negligência, infração de dever fiduciário, infração de contrato oral, delito de relações contratuais e vantagens econômicas, Joorabchian defendeu-se acusando Roy Azim (dono da empresa que move a ação) de “perseguição”.
“Ele me falou que vai atrás de seus direitos na Justiça brasileira”, afirmou o dirigente do Corinthians, que demonstrou estar convencido da idoneidade de Joorabchian. “Ele me explicou toda a situação dos nomes e dos registros pelo telefone. Disse que vai trazer provas. Eu o conheci bem. Se ele não fosse um bom sujeito, responsável, não teria conseguido tantos investidores para representar na Europa”, afirmou Dualib.
Processo

O iraniano Kia Joorabchian, como se identificou ao Corinthians, está respondendo a um processo onde pode ser obrigado a pagar US$ 19 milhões. Este é o valor pedido pelo empresário Roy Azim, da International Consultants Limited, na ação que está na Suprema Corte de Nova York.
Segundo o processo, o candidato a parceiro do Corinthians é acusado de “fraude, falsidade ideológica, infração contratual de má fé e negligência, infração de dever fiduciário, infração de contrato oral e delito de reações contratuais e vantagens econômicas”. O empresário ainda se refere a Kia como “desonesto, sem educação, antiprofissional e perigoso.”