Irã ordena que redes sociais armazenem dados

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Publicado segunda-feira, 30 de maio de 2016 as 12:55, por: cdb

As novas exigências podem afetar o aplicativo Telegram, em particular. O serviço de mensagens instantâneas tem ganhado popularidade por causa de seu alto nível de segurança

Por Redação, com Reuters – de Dubai/Washington:

O Irã determinou que serviços internacionais de mensagens e redes sociais têm um ano para mover dados que detém sobre usuários iranianos para servidores dentro do país, gerando preocupações de privacidade e segurança.

O Irã tem alguns dos controles mais restritos sobre acesso à Internet no mundo e bloqueia acesso a plataformas de mídias sociais como Facebook e Twitter, embora muitos usuários sejam capazes de acessá-los através de softwares amplamente disponíveis.

O Irã determinou que serviços internacionais de mensagens e redes sociais têm um ano para mover dados
O Irã determinou que serviços internacionais de mensagens e redes sociais têm um ano para mover dados

– Companhias estrangeiras de mensagens ativas no país precisam transferir todos os dados e atividades ligadas a cidadãos iranianos para o país a fim de assegurar sua contínua atividade – disse o Conselho Supremo do Ciberespaço do Irã em novas regulamentações divulgadas pela agência estatal de notícias Irna no domingo.

O conselho, cujos membros são selecionados pelo líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, deram a companhias de redes sociais um ano para cumprir a determinação, segundo a Irna, acrescentando que as medidas são baseadas em “linhas de conduta e preocupações do líder supremo”.

As novas exigências podem afetar o aplicativo Telegram, em particular. O serviço de mensagens instantâneas tem ganhado popularidade por causa de seu alto nível de segurança e estima-se que tenha cerca de 20 milhões de usuários no Irã, que tem uma população total de 80 milhões de pessoas.

Cibersegurança

Hackers que roubaram US$ 81 milhões do banco central de Bangladesh foram vinculados a um ataque contra um banco nas Filipinas, além do ataque contra a Sony Pictures em 2014, afirmou a empresa de cibersegurança Symantec.

A polícia federal dos Estados Unidos (FBI) responsabilizou a Coreia do Norte pelo ataque contra o estúdio da Sony em Hollywood.

Um executivo sênior da Mandiant, a companhia de cibersegurança que investiga o ataque ao BC de Bangladesh, também afirmou à agência inglesa de notícias Reuters que os hackers recentemente invadiram bancos no sudeste da Ásia.

Em mensagem publicada na quinta-feira, a Symantec não identificou o nome do banco nas Filipinas ou informou se algum dinheiro foi roubado, mas afirmou que os ataques puderam ser rastreados a outubro do ano passado. A empresa não identificou os hackers.

O vice-presidente do BC das Filipinas, Nestor Espenilla, afirmou à Reuters que nenhum banco no país perdeu dinheiro para hackers, apesar dele não excluir a possibilidade de ciberataques.

– Estamos verificando se há ataques similares contra os bancos das Filipinas – disse Espenilla. “Entretanto, nenhuma perda foi comunicada até agora (…) Uma coisa é ser atacado. Outra coisa é perder dinheiro.”

Marshal Heilman, vice-presidente da Mandiant, uma parte da norte-americana FireEye, afirmou que não está claro se algum dinheiro foi perdido nos outros ataques que ele descreveu ou se os hackers conseguiram ser bloqueados.

– Há um grupo operando no sudeste da Ásia que definitivamente entende a indústria bancária e está em mais de um local – disse ele. Heilman não quis identificar países ou instituições atacadas, afirmando apenas que o mesmo grupo se envolveu no roubo ao BC de Bangladesh.

Houve pelo menos quatro ciberataques conhecidos contra bancos envolvendo mensagens fraudulentas na rede de pagamentos SWIFT, com um datando de 2013. A SWIFT, sigla em inglês para Sociedade para Telecomunicações Globais Interbancárias, pediu aos bancos nesta semana para ampliarem a segurança, afirmando que está ciente de múltiplos ataques.

Bancos ao redor do mundo usam mensagens da SWIFT para emitirem instruções de pagamento entre si.